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20 de mar. de 2026

Esquerda sela unidade inédita e garante base ampla para Lula em 2026

MODO DE NAVEGAÇÃO

Pela primeira vez desde a redemocratização em 1989, todos os partidos de esquerda com representação no Congresso Nacional decidiram unificar apoio a uma única candidatura presidencial já no primeiro turno, consolidando a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva como eixo político central para 2026.

O acordo foi formalizado em 18 de março de 2026, em Brasília, durante reunião entre os presidentes partidários Edinho Silva (PT), João Campos (PSB) e Carlos Lupi (PDT), e estabelece uma frente que inclui também PCdoB, PV, PSOL e Rede. Juntas, essas legendas somam 127 deputados federais, 16 senadores e seis governadores, constituindo uma base institucional robusta em um cenário de crescente polarização política e disputas geopolíticas que pressionam países periféricos como o Brasil.

Em publicação conjunta nas redes sociais, os dirigentes classificaram o encontro como uma “excelente conversa” que avançou na construção de uma estratégia nacional articulada com os arranjos estaduais, reconhecendo que a disputa eleitoral se dá também nos territórios subnacionais.

Historicamente, PT, PSB e PDT estiveram juntos apenas em 1998 e 2010, mas sem impedir candidaturas paralelas dentro do campo progressista, como Alfredo Sirkis, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio. O PDT, por sua vez, lançou nomes próprios em diferentes pleitos, como Leonel Brizola, Cristovam Buarque e Ciro Gomes, enquanto o PSB protagonizou candidaturas como as de Anthony Garotinho e Eduardo Campos.

A convergência atual indica uma leitura comum de que a fragmentação eleitoral favorece projetos alinhados a interesses externos e ao capital financeiro internacional. No plano estadual, o acordo prevê candidaturas estratégicas, como a de João Campos ao governo de Pernambuco, com Carlos Costa como vice, além das disputas ao Senado com Marília Arraes e Humberto Costa. No Rio Grande do Sul, há consenso em torno de Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila para o Senado, enquanto a definição da cabeça de chapa ao governo segue em negociação entre Edegar Pretto e Juliana Brizola.

A unidade construída reflete não apenas cálculo eleitoral, mas também uma tentativa de consolidar um projeto nacional com maior capacidade de resistência a pressões do sistema internacional e de setores internos alinhados ao neoliberalismo.

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