
27 de mar. de 2026
A comunidade internacional também denunciou um “crime flagrante” após o assassinato de três jornalistas na cidade de Jezzine enquanto exerciam seu trabalho: Ali Shoeib, correspondente veterano do Al-Manar; Fátima Ftouni, jornalista do Al Mayadeen; Mohammad Ftouni, cinegrafista do Al Mayadeen.
MODO DE NAVEGAÇÃO
Um júri federal em São Francisco concluiu na semana de março de 2026 que Elon Musk enganou investidores ao publicar mensagens nas redes sociais que impactaram diretamente o valor das ações do Twitter antes da aquisição da plataforma em 2022, reforçando acusações de manipulação de mercado em um dos episódios mais emblemáticos da relação entre bilionários e mercados financeiros.
A decisão judicial ocorre em um contexto de crescente questionamento sobre o poder desregulado de magnatas da tecnologia no sistema econômico estadunidense, historicamente marcado por baixa responsabilização de elites corporativas.
A defesa de Musk, conduzida pelo advogado Alex Spiro, reagiu imediatamente ao veredicto, enviando carta ao juiz Charles Breyer alegando que o julgamento foi injusto e motivado por animosidade dos jurados, afirmando que “o júri revelou que sua decisão [...] foi motivada pelo desejo de enviar uma mensagem ao Sr. Musk, em vez de aplicar a lei fielmente”. Um dos principais argumentos apresentados foi a inclusão de um valor manuscrito de US$ 4,20 em tinta azul no cálculo de danos, interpretado pela defesa como uma referência à cultura da maconha e às recorrentes provocações públicas de Musk, que historicamente utiliza o número 420 em declarações e decisões empresariais.
Spiro afirmou que “o júri usou seu veredicto para zombar do Sr. Musk e do processo”, sugerindo que o julgamento teria sido contaminado por desprezo pessoal, argumento que se soma à alegação de que seria “praticamente impossível encontrar jurados que não o odiassem”, evidenciando o desgaste público da figura do empresário.
O caso remete diretamente a episódios anteriores, como o tuíte de 2018 em que Musk afirmou ter financiamento garantido para fechar o capital da Tesla a US$ 420 por ação, levando a sanções da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) e a um acordo de US$ 40 milhões em multas.
Ao longo dos anos, Musk reforçou esse padrão de comunicação errática, utilizando valores como US$ 69.420 e US$ 4,20 em produtos e decisões empresariais, incluindo a compra do Twitter por US$ 54,20 por ação e o lançamento de robotáxis com tarifa simbólica.
Apesar de o júri ter rejeitado a acusação de fraude intencional, considerou que os tweets tiveram efeito enganoso sobre investidores, o que pode resultar em indenizações bilionárias ainda não definidas. O caso evidencia como figuras centrais do capitalismo digital operam em zonas cinzentas entre influência política, manipulação de mercado e espetáculo midiático, frequentemente tensionando os limites regulatórios sem consequências proporcionais.
A tentativa da defesa de anular o julgamento, sob alegações de “prejuízo cumulativo”, revela também o uso estratégico do sistema judicial por grandes fortunas para prolongar disputas e evitar responsabilização efetiva, prática recorrente no ambiente corporativo estadunidense, onde poder econômico frequentemente se traduz em capacidade de contestação jurídica quase ilimitada.
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