

24 de mar. de 2026
Rio de Janeiro
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O Irã declarou de forma categórica que não manteve qualquer negociação ou diálogo com os Estados Unidos durante os últimos 24 dias de agressão conjunta de Washington e Tel Aviv, contrariando declarações do presidente estadunidense, Donald Trump, que alegava “conversas muito construtivas” para resolver hostilidades na região.
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou em sua conta no Twitter: “Não houve negociações com os Estados Unidos, e notícias falsas estão sendo usadas para manipular os mercados financeiros e de petróleo, bem como para tentar escapar do impasse em que os Estados Unidos e Israel estão presos”.
Esmail Baqai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, reiterou que qualquer ação contra a infraestrutura energética iraniana será respondida com firmeza pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã, enfatizando que a posição de Teerã sobre o Estreito de Ormuz e o fim da guerra não mudou.
Trump, em publicação na plataforma Truth Social, anunciou a suspensão por cinco dias de ataques a usinas elétricas iranianas, condicionando a decisão ao sucesso de suas supostas negociações, embora Teerã tenha confirmado que não houve qualquer contato oficial, classificando a declaração estadunidense como guerra psicológica destinada a estabilizar mercados e ganhar tempo para planos militares.
Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã alertou que “a entidade israelense explorou o clima de agressão e cometeu crimes de guerra generalizados contra civis no Líbano e na Palestina, ultrapassando todos os limites do genocídio”.
Em comunicado oficial nº 46, o órgão anunciou que atacará sem hesitação os locais de concentração das forças israelenses no norte da Palestina ocupada e na Faixa de Gaza caso os crimes contra civis continuem, incluindo ataques com mísseis e drones.
Um alto funcionário iraniano ressaltou que uma das condições do Irã para o fim da guerra é a cessação completa de hostilidades em todas as frentes regionais. As forças armadas iranianas já realizaram ataques contra postos de ocupação israelenses na fronteira entre Líbano e Palestina, como parte da operação “Verdadeira Promessa 4”, lançando mísseis de precisão e drones contra alvos estratégicos ligados aos interesses estadunidenses e israelenses na região.
O martírio de Ali Khamenei, ocorrido em 1º de março de 2026 na Casa da Liderança em Teerã, intensificou o clima de resistência nacional e fortaleceu a unidade de autoridades e população em torno da defesa da soberania iraniana.
Fontes anônimas de Teerã confirmaram à agência Al-Mayadeen que mensagens mediadas por outros países estadunidenses foram respondidas de forma firme, reiterando que o Irã continuará se defendendo até atingir a dissuasão necessária.
Analistas locais observam que os ataques iranianos, incluindo o abate de drones e ataques a instalações energéticas, visam enviar sinais claros de que qualquer tentativa de imposição de hegemonia ou bloqueio no Estreito de Ormuz será enfrentada com respostas rápidas e decisivas, destacando o caráter estruturado e estratégico da política de defesa iraniana frente ao intervencionismo estadunidense e à política expansionista de Israel.
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