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23 de mar. de 2026

China alerta que guerra contra Irã pode sair do controle e atingir toda a região

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O governo da China emitiu em 23 de março de 2026 um alerta contundente sobre o risco de uma escalada incontrolável no Oriente Médio, diante do avanço das hostilidades entre Irã, Israel e os Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que o conflito pode atingir um ponto de não retorno caso as operações militares continuem se intensificando, advertindo que “se os combates continuarem a se intensificar e a situação se deteriorar ainda mais, toda a região cairá em uma situação da qual será impossível escapar”. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir um ultimato de 48 horas ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques diretos a instalações energéticas iranianas. O estreito é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás, tornando qualquer interrupção um fator de impacto imediato nos mercados internacionais. Lin Jian criticou o uso da força como mecanismo de resolução, afirmando que “a força só levará a um ciclo vicioso”, reforçando a posição chinesa em favor de negociações e cessar-fogo imediato. Desde 28 de fevereiro de 2026, quando forças estadunidenses e israelenses lançaram ataques conjuntos contra o Irã, milhares de pessoas morreram e houve destruição significativa de infraestrutura civil iraniana. Em resposta, Teerã realizou ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses e bases militares estadunidenses, além de avançar no bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz. A escalada elevou drasticamente os preços do petróleo e ampliou temores de desestabilização econômica global. Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, indicou que a China poderia desempenhar papel central na mediação do conflito, citando precedentes como a reaproximação entre Irã e Arábia Saudita facilitada por Pequim. A posição chinesa reflete não apenas preocupação diplomática, mas também interesses estratégicos na estabilidade energética global e na contenção de intervenções militares lideradas pelos Estados Unidos. Ao afirmar que o conflito “nunca deveria ter começado”, Pequim sinaliza crítica direta à escalada impulsionada por Washington e seus aliados, ao mesmo tempo em que se posiciona como ator central em eventuais negociações multilaterais.

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