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23 de mar. de 2026

MODO DE NAVEGAÇÃO

As autoridades de ocupação israelenses mantêm o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém ocupada, completamente fechado aos fiéis muçulmanos há 24 dias consecutivos, desde março de 2026, sob alegações classificadas como “pretextos de segurança”, segundo a Agência Wafa.

A medida ocorre durante o mês sagrado do Ramadã, marcando um episódio sem precedentes desde 1967, quando o local não havia sido totalmente interditado nem mesmo em períodos de maior tensão. O bloqueio integra um conjunto mais amplo de ações militares, incluindo forte presença de tropas na Cidade Velha, fechamento de portões e restrições severas de circulação, impedindo reuniões religiosas e afetando diretamente a prática de rituais como as orações de Taraweeh, que já haviam sido reprimidas no ano anterior. Funcionários do Waqf islâmico também enfrentam limitações de acesso, comprometendo a gestão cotidiana do local sagrado.

A escalada ocorre paralelamente ao bloqueio total da Cisjordânia e a uma intensificação generalizada da violência, com registros no mesmo período de demolições de casas palestinas, ataques de colonos, destruição de oliveiras, agressões a civis e bombardeios no Líbano, evidenciando a ampliação territorial da ofensiva. Relatórios recentes citados pela própria agência apontam ainda para detenções em massa, incluindo adolescentes, e denúncias de que prisões israelenses operam como instrumentos de repressão sistemática.

A interdição de Al-Aqsa, terceiro local sagrado do Islã, possui forte significado político e simbólico, sendo interpretada como tentativa deliberada de controle religioso e territorial sobre Jerusalém ocupada. O contexto reforça a continuidade do genocídio contra a população palestina desde outubro de 2023, com medidas que ultrapassam o campo militar e atingem diretamente a vida social, cultural e espiritual da população.

A justificativa de segurança, amplamente utilizada pelas autoridades israelenses, é criticada por encobrir políticas sistemáticas de colonização e segregação, consolidando um regime de controle que combina força militar, restrições administrativas e violência cotidiana.

A persistência dessas ações evidencia a ausência de mecanismos internacionais eficazes para conter violações, ao mesmo tempo em que expõe a seletividade do sistema global diante de crises envolvendo populações submetidas a ocupação prolongada.

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