

15 de mar. de 2026
Irã alerta a França contra escalada no Oriente Médio e acusa EUA e Israel de provocar instabilidade regional
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que a instabilidade no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz é resultado direto da presença militar e das ações dos Estados Unidos e de Israel. A declaração foi feita em 15 de março de 2026 durante conversa telefônica com o chanceler francês Jean-Noel Barrot.
Durante o diálogo, Araghchi afirmou que todos os países têm responsabilidade em evitar medidas que ampliem a escalada militar regional. Segundo o diplomata iraniano, a principal causa da insegurança no Golfo Pérsico é a política de agressão e hegemonia conduzida por Washington e pelo governo israelense. O chanceler reiterou que o Irã continuará defendendo sua soberania, dignidade nacional e integridade territorial diante da ofensiva militar iniciada após o martírio de Ali Khamenei em 28 de fevereiro. Na ocasião, bombardeios conduzidos por EUA e Israel atingiram instalações militares e civis iranianas, provocando vítimas e destruição de infraestrutura. Em resposta, o Irã lançou operações de retaliação com mísseis e drones contra posições militares estadunidenses e israelenses na região.
Araghchi afirmou que essas ações são estritamente direcionadas às bases dos países agressores e não devem ser interpretadas como ataques contra Estados vizinhos. O chanceler também destacou que a estabilidade no Líbano depende do fim da ocupação israelense e da interrupção das operações militares de Israel na região.
Enquanto isso, a crise no Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais focos de tensão global. O presidente dos EUA, Donald Trump, solicitou que países como França, China, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para patrulhar o estreito junto às forças estadunidenses. No entanto, a ministra das Forças Armadas e Assuntos de Veteranos da França, Catherine Vautrin, afirmou em entrevista à FRANCE 24 que Paris não planeja enviar embarcações militares para a região. “Neste momento, não há qualquer possibilidade de enviar embarcações para o Estreito de Ormuz”, declarou.
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