

25 de mar. de 2026
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Organizações palestinas de defesa dos direitos dos prisioneiros alertaram em 23 de março de 2026 que o chamado Comitê de “Segurança Nacional” do Knesset aprovou, em leitura final pouco antes da meia-noite, um projeto de lei que autoriza a execução de detentos palestinos, abrindo caminho para votação definitiva na semana seguinte, conforme divulgado pela agência WAFA.
Em declaração conjunta, os grupos denunciaram que o sistema prisional israelense foi transformado em um aparato de tortura sistemática e extermínio, afirmando que as prisões funcionam como “sistemas integrados de tortura sistemática com o objetivo de matar mais prisioneiros palestinos”.
As organizações informaram ter enviado comunicações formais às Nações Unidas, missões diplomáticas e entidades internacionais de direitos humanos para alertar sobre a escalada, pedindo a ativação da jurisdição universal contra responsáveis por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Também exigiram a suspensão de toda cooperação diplomática, militar e econômica com Israel até que cumpra o direito internacional, além de defenderem o isolamento do Knesset e do sistema judicial israelense, classificados como estruturas discriminatórias.
Entre as demandas, destacam-se a libertação imediata de todos os presos políticos palestinos, o fim da detenção administrativa, investigações independentes sobre tortura e mortes sob custódia e acesso irrestrito do Comitê Internacional da Cruz Vermelha às prisões.
O apelo ocorre em um contexto de agravamento do genocídio palestino, com milhares de detenções, execuções extrajudiciais e expansão de políticas repressivas nos territórios ocupados, evidenciando a institucionalização da violência como instrumento central da ocupação.
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