

10 de mar. de 2026
Irã prende 30 espiões ligados aos EUA e a Israel em operações de contrainteligência
MODO DE NAVEGAÇÃO
O Ministério da Inteligência do Irã anunciou na terça-feira, 10 de março de 2026, a prisão de 30 indivíduos acusados de atuar como espiões, mercenários internos e agentes operacionais vinculados aos interesses dos Estados Unidos e de Israel dentro do território iraniano. Segundo comunicado oficial divulgado em Teerã, um cidadão estrangeiro que realizava atividades de espionagem para dois governos do Golfo Pérsico em nome do eixo estadunidense-israelense foi identificado e detido pelas forças de inteligência da Direção Geral de Inteligência da província de Khorasan Razavi. De acordo com o ministério, o suspeito coletava dados militares e de segurança do país e os transmitia a esses governos regionais, que posteriormente repassavam as informações ao inimigo estadunidense e israelense.
O comunicado também revelou a prisão de um integrante de um grupo armado ativo na fronteira sudeste do país, capturado pela Direção Geral de Inteligência da província de Sistão e Baluchistão, acusado de reunir e transmitir informações detalhadas sobre a localização e os deslocamentos das forças militares e policiais iranianas, além de dados sobre instalações estratégicas e posições defensivas. As autoridades afirmaram que o indivíduo, descrito no comunicado como um “soldado sionista”, atuava como informante operacional antes de ser identificado e detido.
Outra operação ocorreu na província do Curdistão, onde um membro de um grupo separatista foi preso enquanto transportava equipamentos de comunicação destinados a integrantes da organização dentro do território iraniano. Em uma ação conjunta entre a Direção Geral de Inteligência e o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica da província do Curdistão, forças iranianas interceptaram um carregamento militar enviado por um grupo separatista armado. O material apreendido incluía 10 fuzis Kalashnikov, 21 carregadores e 630 cartuchos de munição, que, segundo o comunicado, seriam utilizados por colaboradores internos para apoiar planos de desestabilização ligados à estratégia do eixo estadunidense-israelense contra a integridade territorial do Irã. Durante essa operação, dois intermediários foram presos e outro indivíduo morreu após confronto com integrantes do próprio grupo.
O Ministério da Inteligência acrescentou que 19 dos detidos atuavam como agentes de campo e operadores de mídia vinculados a estruturas contrarrevolucionárias e ao regime israelense, preparando-se para executar operações em oito províncias iranianas em apoio a planos coordenados contra o país. Além disso, seis indivíduos acusados de ofender valores nacionais e religiosos e atuar como operadores do regime israelense foram presos em uma ação conjunta do Ministério da Inteligência com a Polícia Nacional na capital Teerã. Segundo o comunicado, mais de 200 armas brancas, incluindo facas, facões e espadas, além de cinco quilos de drogas e mais de 200 litros de bebidas alcoólicas, foram apreendidos com os detidos.
As autoridades iranianas reiteraram que os serviços de inteligência e as forças de segurança continuarão monitorando e desmantelando redes de infiltração associadas às estratégias de pressão política, militar e de desestabilização utilizadas historicamente pelos Estados Unidos e seus aliados contra o país.
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