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17 de mar. de 2026

Conselheiro antiterrorismo dos EUA renuncia e denuncia “guerra fabricada por Israel”

MODO DE NAVEGAÇÃO

A renúncia de Joe Kent, então principal conselheiro antiterrorismo do governo dos EUA, anunciada em 17 de março de 2026, marca um ponto de inflexão na já controversa escalada militar conduzida por Washington contra o Irã.

Em declaração pública, Kent afirmou: “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava nenhuma ameaça iminente à nossa nação. É evidente que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”, evidenciando a crescente contestação interna à política externa estadunidense sob a administração de Donald Trump.

A ofensiva militar, iniciada em 28 de fevereiro de 2026 com ataques coordenados entre EUA e Israel, desencadeou uma resposta iraniana com mísseis e drones direcionados a Israel e a bases militares estadunidenses na região, ampliando rapidamente o conflito para países vizinhos. Segundo dados do Comando Central dos EUA (CENTCOM), ao menos 13 soldados estadunidenses foram mortos, enquanto mais de 200 ficaram feridos na chamada Operação Epic Fury.

No Irã, autoridades locais estimam 1.444 mortos desde o início dos ataques, além de denúncias de bombardeios contra infraestrutura civil, incluindo depósitos de combustível em Teerã, classificados pelo governo iraniano como “violação do direito internacional” e “ecocídio”.

Em Israel, o balanço aponta 15 mortos e 1.929 feridos, enquanto no Líbano, alvo de ofensivas paralelas, pelo menos 886 pessoas morreram, incluindo 111 crianças, e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades de Beirute.

Kent também criticou diretamente o custo humano e econômico da guerra, afirmando que os recursos gastos poderiam ser utilizados para políticas sociais internas, como saúde e combate à falta de moradia nos EUA, escancarando a lógica de prioridades do aparato militar-industrial estadunidense. O próprio Trump, por sua vez, justificou os ataques afirmando que evitou uma “guerra nuclear”, apesar de o presidente iraniano Masoud Pezeshkian reiterar que o país “nunca buscou e nunca buscará construir uma bomba nuclear”.

Paralelamente, fontes do governo indicam que o enviado especial estadunidense tentou abrir canais de negociação com Teerã, sem sucesso, já que autoridades iranianas condicionam qualquer diálogo ao estabelecimento de uma “dissuasão de longo prazo”.

O conflito também provocou impactos econômicos globais, com o preço do petróleo ultrapassando US$ 100 e mercados do Golfo entrando em queda, sinalizando o potencial de recessão regional.

No Líbano, a ofensiva israelense intensificou-se com bombardeios e operações terrestres, atingindo inclusive equipes médicas, enquanto autoridades israelenses indicam que a guerra pode se estender até maio. Ao mesmo tempo, cresce o risco de expansão do conflito, com relatos de drones tentando atingir a embaixada dos EUA em Bagdá e pressões para formação de coalizões militares no Golfo.

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