top of page
  • LOGO CLD_00000

25 de mar. de 2026

Bem Viver

MODO DE NAVEGAÇÃO

O bloqueio energético imposto pelos EUA contra Cuba atingiu um novo patamar de impacto social e humanitário em março de 2026, levando o sistema de saúde da ilha a uma situação descrita por autoridades locais como próxima do colapso.

Em entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC, exibida no domingo, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que mais de 96 mil cubanos necessitam de cirurgia, incluindo cerca de 11 mil crianças, enquanto hospitais enfrentam interrupções constantes de energia elétrica e falta crítica de insumos médicos básicos. Segundo o diplomata, a crise é consequência direta do bloqueio de combustível promovido pelo governo estadunidense, que há mais de três meses impede a chegada de petróleo ao país, reduzindo em aproximadamente 90% o suprimento energético nacional.

A escassez tem provocado apagões recorrentes em todo o território cubano, obrigando unidades hospitalares a suspender procedimentos, inclusive cirurgias consideradas urgentes. Entre os itens em falta estão seringas, antibióticos e outros materiais essenciais para o funcionamento mínimo do sistema de saúde.

O governo cubano classificou a política como uma estratégia deliberada de “asfixia energética”, acusando Washington de intensificar medidas coercitivas unilaterais com efeitos diretos sobre a população civil. Especialistas da Organização das Nações Unidas também condenaram o bloqueio, apontando que ele viola princípios do direito internacional, especialmente no que se refere ao acesso a serviços essenciais como saúde.

A crise atual se insere em um histórico de sanções econômicas prolongadas que, ao longo de décadas, têm limitado o desenvolvimento econômico e a capacidade de importação de Cuba. No entanto, o agravamento recente, centrado na interrupção quase total do fornecimento de petróleo, evidencia uma escalada nas medidas de pressão econômica.

Ao afetar diretamente o fornecimento de energia, o bloqueio compromete não apenas hospitais, mas toda a infraestrutura básica do país, incluindo transporte, distribuição de alimentos e funcionamento de serviços públicos.

A retórica oficial estadunidense costuma justificar tais sanções como instrumentos de pressão política, mas seus efeitos concretos, amplamente documentados por organismos internacionais, recaem de maneira desproporcional sobre a população civil, em especial grupos vulneráveis como crianças e idosos.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

/// Considere apoiar nosso trabalho com uma contribuição via PIX para a chave: jornalclandestino@icloud.com

bottom of page