

24 de mar. de 2026
Ceará
MODO DE NAVEGAÇÃO
A intensificação da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã desencadeou uma crise energética global com impactos imediatos sobre a União Europeia, segundo análise da Bloomberg publicada em março de 2026.
O fechamento de facto do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de energia — e o ataque iraniano ao terminal de gás de Ras Laffan, no Catar, que responde por aproximadamente um quinto do gás natural liquefeito consumido pela Europa, provocaram forte elevação nos preços e incerteza nos mercados.
A Bloomberg classifica o cenário como um “choque energético” comparável ao de 2022, quando sanções contra a Rússia desorganizaram o abastecimento europeu. Estimativas indicam aumento de custos de importação em cerca de 6 bilhões de euros em apenas uma semana, com projeção de crescimento econômico do bloco caindo de 1% para 0% e inflação subindo de 2% para 3%.
A crise ocorre em um contexto de estoques reduzidos após inverno rigoroso e fragilidade fiscal em economias centrais como França e Reino Unido, onde taxas de juros e rendimentos de títulos públicos já apresentam alta significativa. Governos europeus buscam alternativas energéticas na Argélia e ampliam subsídios, enquanto discutem investimentos em energia nuclear e renovável após reconhecerem erros estratégicos anteriores.
A situação evidencia a dependência estrutural da Europa em relação a fontes externas de energia, agravada por decisões políticas alinhadas a interesses geopolíticos estadunidenses, que frequentemente transferem os custos de suas intervenções militares para aliados e mercados periféricos.
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