

8 de mar. de 2026
Mídia dos EUA começa a admitir fracasso da ofensiva aérea contra o Irã
MODO DE NAVEGAÇÃO
Uma semana após o início da ofensiva militar dos EUA contra o Irã, começaram a surgir análises e reportagens questionando as afirmações oficiais de Washington sobre o suposto domínio aéreo estabelecido pelas forças armadas estadunidenses. Segundo análise publicada em 6 de março de 2026 pelo portal especializado The War Zone e assinada pelo jornalista Tyler Rogoway, a ideia de que os EUA alcançaram controle total do espaço aéreo iraniano e neutralizaram completamente as defesas antiaéreas do país é um “equívoco”.
A avaliação contrasta diretamente com as declarações iniciais do Pentágono, que prometia alcançar superioridade aérea em até 24 horas após o início das operações. De acordo com análises citadas por observadores militares, a Força Aérea dos EUA teria perdido pelo menos seis aeronaves durante a campanha, embora algumas estimativas apontem para mais de quinze perdas, números que não foram confirmados oficialmente pelas autoridades estadunidenses. Parte dessas perdas tem sido atribuída publicamente a “acidentes”, “falhas técnicas” ou “fogo amigo”, em tentativas de minimizar o impacto político e militar das baixas.
Um episódio ocorrido sobre o Kuwait envolveu relatos contraditórios sobre um suposto confronto entre aeronaves F-15 e F/A-18, com versões divergentes sobre qual dos jatos teria sido abatido. Rogoway argumenta que a mudança de estratégia observada nas operações, passando de ataques de longo alcance para ataques diretos contra alvos no território iraniano, não se deve apenas ao custo elevado das munições de precisão utilizadas nas fases iniciais da campanha, mas também à necessidade de aumentar a intensidade e a frequência dos bombardeios. Segundo ele, essa transição é considerada “absolutamente essencial para aumentar a frequência e a amplitude da campanha aérea”. Entretanto, analistas militares apontam que essa mudança também reflete dificuldades enfrentadas pelas forças estadunidenses para neutralizar a rede de defesa aérea iraniana, considerada uma das mais avançadas do Oriente Médio.
A rede inclui diversos sistemas de mísseis terra-ar e uma estrutura de comando complexa capaz de coordenar interceptações e dispersar alvos estratégicos. Imagens divulgadas nas redes sociais e em plataformas digitais mostram munições guiadas atingindo alvos falsos, como silhuetas pintadas de aeronaves nas pistas de bases aéreas iranianas, estratégia de camuflagem e engano utilizada pelas forças iranianas para desviar ataques.
Estimativas indicam que os EUA já teriam gasto cerca de 5 bilhões de dólares em munições guiadas de precisão durante os primeiros dias da campanha. Ao mesmo tempo, relatos preliminares indicam que bombardeios estadunidenses atingiram áreas residenciais em Teerã e outras cidades iranianas, causando mais de mil mortes civis segundo dados iniciais divulgados por autoridades locais, número que pode aumentar à medida que equipes de resgate continuam a remover escombros.
Diante das dificuldades operacionais e do risco político interno em ano eleitoral nos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que uma invasão terrestre ao Irã seria “uma perda de tempo”, afirmando que o país “já perdeu tudo o que podia perder”, declaração interpretada por observadores como sinal de recuo diante da complexidade militar do cenário.
apoie a ampliação do nosso trabalho
Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.
Frequência
1 vez
Mensal
Anual
Valor
R$ 10
R$ 20
R$ 30
R$ 40
R$ 50
R$ 100
R$ 200
Outro
/// Considere apoiar nosso trabalho com uma contribuição via PIX para a chave: jornalclandestino@icloud.com


































