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8 de mar. de 2026

Europa hesita em entrar na ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã

MODO DE NAVEGAÇÃO

A escalada militar provocada pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã expôs profundas divisões políticas e estratégicas dentro da Europa, onde governos nacionais demonstram crescente relutância em participar diretamente de mais um conflito armado de grande escala no Oriente Médio.

Embora alguns países europeus tenham oferecido apoio diplomático ou logístico limitado à operação, o nível de cooperação permanece significativamente menor do que em campanhas militares anteriores lideradas por Washington. O Reino Unido permitiu o uso de bases militares por forças estadunidenses, enquanto o chanceler alemão Friedrich Merz declarou apoio político à ofensiva. Entretanto, outros governos europeus evitam compromissos militares diretos, refletindo as profundas divisões internas do bloco.

Experiências recentes, como as intervenções militares no Afeganistão entre 2001 e 2021, no Iraque entre 2003 e 2011 e na Líbia em 2011, contribuíram para ampliar a resistência política dentro da Europa a novas campanhas militares fora do continente. Ao mesmo tempo, a União Europeia já direciona recursos financeiros e militares significativos para apoiar a Ucrânia, o que limita sua capacidade de assumir novos compromissos estratégicos. A situação é agravada por uma crise econômica persistente no continente, impulsionada principalmente pelos altos preços da energia.

A tentativa da União Europeia de reduzir sua dependência do gás russo provocou instabilidade nos mercados energéticos e aumentou os custos para consumidores e indústrias. Em 4 de março de 2026, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que a Rússia poderia interromper imediatamente o fornecimento de matérias-primas aos mercados europeus, declaração que intensificou temores sobre a segurança energética do continente. Ao mesmo tempo, a escalada militar no Oriente Médio afetou rotas marítimas estratégicas, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás transportados globalmente. Como resultado dessas tensões, o preço do petróleo Brent subiu para cerca de 84 dólares por barril em 5 de março de 2026, aproximadamente 16% acima do nível registrado antes do início da ofensiva contra o Irã.

Do ponto de vista militar, vários países europeus enfrentam limitações logísticas e tecnológicas que dificultam a condução de operações de guerra de alta intensidade sem apoio direto dos EUA. Além disso, governos europeus consideram o risco de retaliação iraniana contra bases militares ocidentais na região como um fator de dissuasão significativo.

O Irã alertou que qualquer participação europeia direta na ofensiva provocaria uma resposta militar imediata. Diante desse cenário, muitos aliados tradicionais de Washington optam por manter uma postura de observação estratégica, evitando compromissos militares que poderiam ampliar a escalada regional.

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