“Aproveite o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de 'bloqueio', você logo sentirá falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5.” Mohammad Bagher Ghalibaf
- www.jornalclandestino.org

- 13 de abr.
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As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram em 13 de abril de 2026 um bloqueio naval contra portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz. A medida ocorre após o fracasso das negociações realizadas em Islamabad para encerrar a escalada militar entre os dois países. O Comando Central estadunidense afirmou que a operação atinge embarcações de todas as nacionalidades que transitem por portos iranianos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir navios iranianos que se aproximarem da zona de bloqueio.
De acordo com comunicado oficial do Comando Central dos Estados Unidos divulgado em 13 de abril, o bloqueio “será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”. O mesmo comunicado sustenta que navios sem destino ao Irã poderão atravessar o Estreito de Ormuz sem restrições, afirmando que a medida “não impedirá a liberdade de navegação”, apesar de estabelecer controle direto sobre uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta.
A imposição do bloqueio ocorre dias após o colapso das negociações entre Teerã e Washington no Paquistão, realizadas sob mediação internacional após um cessar-fogo iniciado em 8 de abril de 2026. As conversas, que duraram cerca de 21 horas, terminaram sem acordo, com o Irã denunciando mudanças de posição e exigências unilaterais da delegação estadunidense, conforme relatado previamente pela agência Tasnim.
Pouco após a entrada em vigor do bloqueio, Donald Trump publicou uma mensagem nas redes sociais elevando o tom das ameaças militares. “Aviso: Se algum desses navios se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, declarou, associando operações militares em águas internacionais a ações de repressão criminal.

A reação iraniana foi imediata no campo político. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu publicamente às ameaças estadunidenses ao divulgar um mapa dos preços de combustíveis nas proximidades da Casa Branca. “Aproveite o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de ‘bloqueio’, você logo sentirá falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5”, escreveu, indicando que Teerã considera o controle do fluxo energético como fator de dissuasão diante da ofensiva naval.



































