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China promete retaliação caso os Estados Unidos imponham novas tarifas sobre “exportações de produtos militares”

O governo chinês reagiu em 14 de abril à ameaça de novas tarifas por parte dos Estados Unidos contra suas exportações. Em coletiva em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que o país adotará medidas de contra-ataque caso Washington avance com sanções. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas de 50% sob a alegação de que a China estaria fornecendo armas ao Irã. Pequim negou categoricamente as acusações e classificou os relatos como fabricados. O episódio aprofunda tensões comerciais e geopolíticas entre as duas potências.


Guo Jiakun
Guo Jiakun

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Guo Jiakun declarou que a China mantém uma política rigorosa e controlada sobre exportações de produtos militares, seguindo suas próprias leis e compromissos internacionais. “A China sempre adotou uma atitude prudente e responsável em relação às exportações de produtos militares”, afirmou o porta-voz durante a coletiva de imprensa diária realizada na terça-feira, 14 de abril, em Pequim.


A reação chinesa veio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, amplamente divulgadas pela mídia internacional, nas quais ameaçou impor tarifas adicionais de até 50% sobre produtos chineses. A justificativa apresentada por Washington seria a suposta transferência de armamentos chineses ao Irã, uma acusação que não foi acompanhada de evidências públicas no momento da declaração.


Guo Jiakun rejeitou diretamente essas alegações, afirmando que “relatos relevantes de que a China fornece apoio militar ao Irã são completamente fabricados”. A fala indica não apenas a negativa formal de Pequim, mas também uma crítica à utilização de acusações não comprovadas como instrumento de pressão econômica e política por parte do governo estadunidense.


A ameaça tarifária se insere em uma lógica mais ampla de disputas comerciais e estratégicas, nas quais os Estados Unidos têm recorrido a sanções econômicas, tarifas e restrições como mecanismo de contenção de potências emergentes. Nesse contexto, a vinculação de temas de segurança internacional — como o Irã — a medidas comerciais reforça a interseção entre política externa e guerra econômica conduzida por Washington.


A posição chinesa, ao enfatizar o cumprimento de obrigações internacionais e a legalidade de suas práticas de exportação, busca contrastar com a postura estadunidense, que tem historicamente utilizado sanções unilaterais como ferramenta de coerção global, frequentemente fora de marcos multilaterais reconhecidos.


As declarações de Pequim sinalizam que qualquer escalada tarifária será respondida, indicando a possibilidade de retaliações econômicas que podem ampliar ainda mais o conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo.

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