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Ministro israelense pressiona por plano de expulsão em massa de Gaza

O ministro israelense Israel Katz voltou a defender em 28 de maio a expulsão em massa da população palestina da Faixa de Gaza sob a fórmula de “emigração voluntária”, enquanto o genocídio conduzido por Israel no enclave ultrapassa 72.700 palestinos mortos desde outubro de 2023. As declarações ocorreram no mesmo dia em que Israel anunciou o assassinato de Mohammed Odeh, comandante da ala militar do Hamas, além da morte de sua esposa e três filhos em bombardeios contra Gaza. O plano defendido por membros do governo israelense aprofunda uma política de deslocamento forçado denunciada por organizações humanitárias e enquadrada pelo direito internacional como limpeza étnica e crime de guerra.


O ministro israelense Israel Katz voltou a defender em 28 de maio a expulsão em massa da população palestina da Faixa de Gaza
O ministro israelense Israel Katz voltou a defender em 28 de maio a expulsão em massa da população palestina da Faixa de Gaza

Katz afirmou que a expulsão da população palestina será executada “no momento certo e da maneira certa”, consolidando uma linha política adotada por setores do governo israelense desde o início do genocídio em Gaza. O bloqueio imposto por Israel ao território segue restringindo entrada de alimentos, combustível, medicamentos e ajuda humanitária, enquanto ataques aéreos e operações terrestres mantêm destruição sistemática da infraestrutura civil palestina.


Em março de 2026, o gabinete de segurança israelense aprovou uma proposta apresentada por Katz para criar uma diretoria dedicada à chamada “migração” dos palestinos de Gaza. A medida institucionalizou um projeto defendido por colonos e parlamentares de extrema direita que exigem esvaziamento populacional do enclave e instalação permanente de assentamentos israelenses no território palestino ocupado.A campanha pelo despovoamento de Gaza ganhou força ao longo do genocídio iniciado em outubro de 2023. Integrantes do governo israelense passaram a defender de forma aberta a ocupação integral do enclave, o deslocamento da população palestina e a anexação territorial sob controle militar israelense.

A parlamentar israelense Limor Son Har-Melech declarou durante visita a áreas próximas de Gaza que “somente a conquista, a expulsão e os assentamentos restaurarão a segurança dos residentes de Israel”. Em publicação na plataforma X, a deputada escreveu que “não há alternativa à conquista, à expulsão e aos assentamentos”. Ela também afirmou que Israel deve manter controle permanente sobre o corredor de Netzarim e ampliar presença de assentamentos na região.


As declarações reforçam uma política defendida por integrantes da coalizão de Benjamin Netanyahu que passaram a tratar o deslocamento forçado de palestinos como objetivo político oficial. Diversos ministros, deputados e dirigentes israelenses defenderam nos últimos meses remoção populacional de Gaza para países vizinhos ou para zonas controladas militarmente por Israel.


Enquanto dirigentes israelenses defendem o esvaziamento do enclave, palestinos deslocados seguem concentrados em áreas reduzidas de Gaza após sucessivas ordens de evacuação emitidas pelas forças israelenses. Imagens divulgadas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina, a UNRWA, mostram milhares de palestinos deslocando-se pela rodovia Rashid em direção à região central da Faixa de Gaza.


Centros palestinos de direitos humanos acusam Israel de destruir de forma sistemática as residências ainda existentes no enclave. Organizações humanitárias apontam que bombardeios contra bairros residenciais, hospitais, escolas, redes de água e instalações elétricas tornaram extensas áreas de Gaza inabitáveis.


No mesmo dia em que Katz voltou a defender a expulsão da população palestina, Israel anunciou o assassinato de Mohammed Odeh, comandante da ala militar do Hamas. O Hamas confirmou o martírio do dirigente e denunciou o ataque como parte da política israelense de assassinatos seletivos contra lideranças palestinas.


O genocídio em Gaza continuou mesmo após o anúncio de um cessar-fogo apoiado pelo governo estadunidense em outubro de 2025. O acordo previa interrupção das operações militares e entrada de ajuda humanitária no enclave, incluindo alimentos, combustível e medicamentos. Israel manteve ataques aéreos, operações militares e restrições à entrada de suprimentos básicos.


Segundo dados palestinos citados pela HispanTV, mais de 800 palestinos foram mortos por Israel desde o início do cessar-fogo. O Ministério da Saúde de Gaza informou que o número total de mortos desde 7 de outubro de 2023 ultrapassou 72.700 pessoas, enquanto mais de 172 mil palestinos ficaram feridos.


Dados divulgados por organizações médicas indicam que Gaza concentra o maior número de crianças amputadas do mundo. Hospitais palestinos registraram cerca de 800 casos de amputações infantis durante o genocídio, resultado de bombardeios, ataques de artilharia e destruição de áreas residenciais.


Autoridades iranianas também passaram a relacionar o genocídio em Gaza ao apoio militar e diplomático fornecido pelos Estados Unidos a Israel. Em declarações reproduzidas pela HispanTV, representantes iranianos afirmaram que o respaldo estadunidense constitui “a principal força motriz por trás do genocídio em Gaza”.


O avanço do projeto israelense de expulsão em massa ocorre enquanto governos ocidentais mantêm apoio militar, financeiro e diplomático a Israel nos fóruns internacionais. Mesmo diante de denúncias apresentadas por organizações de direitos humanos, decisões da Corte Internacional de Justiça e investigações sobre crimes de guerra, o governo estadunidense segue bloqueando iniciativas de responsabilização internacional contra Israel no Conselho de Segurança da ONU.

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