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Xi Jinping reafirma que a reunificação com Taiwan é uma missão histórica para a China

O presidente da China, Xi Jinping, declarou em 1º de julho que a reunificação com Taiwan permanece como uma missão histórica do Partido Comunista Chinês (PCCh). A declaração foi feita durante as comemorações dos 105 anos de fundação do partido, em Pequim, quando o chefe de Estado voltou a rejeitar iniciativas separatistas na ilha e qualquer interferência externa na questão. As informações foram divulgadas pela teleSUR com base em agências de notícias.


Xi Jinping, Presidente da China I ARQUIVO
Xi Jinping, Presidente da China I ARQUIVO

Ao participar da cerimônia que marcou o 105º aniversário do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping reafirmou que a resolução da questão de Taiwan integra os objetivos históricos da organização política desde sua fundação e representa, segundo o governo chinês, uma aspiração nacional.


Durante o discurso, Xi declarou: "Resolver a questão de Taiwan e alcançar a reunificação completa da Pátria é a missão histórica à qual nosso partido se dedicou inabalavelmente, e o desejo comum de todos os filhos e filhas da nação chinesa."

O presidente também afirmou que o governo chinês continuará enfrentando movimentos que defendem a separação de Taiwan da República Popular da China. Segundo Xi, Pequim manterá oposição a qualquer interferência de atores externos no tema, que o governo chinês considera assunto interno de sua soberania nacional.


Além da posição sobre a integridade territorial, Xi Jinping defendeu a ampliação dos intercâmbios entre os dois lados do Estreito de Taiwan. De acordo com o presidente, o fortalecimento da cooperação econômica, social e dos mecanismos de integração faz parte da estratégia adotada por Pequim para promover a reunificação.


A questão de Taiwan permanece entre os principais pontos da política externa e da estratégia de segurança da China. Desde 1949, quando terminou a Guerra Civil Chinesa e o governo da República da China se estabeleceu na ilha, Taiwan mantém administração própria. A República Popular da China, por sua vez, considera Taiwan parte inseparável de seu território e sustenta que a reunificação constitui matéria de soberania nacional.


Esse entendimento está associado ao princípio de Uma Só China, política adotada por Pequim nas relações internacionais. Sob esse princípio, a República Popular da China é reconhecida pela maioria dos países como o único governo legítimo da China, o que impede o estabelecimento de relações diplomáticas oficiais simultâneas com as autoridades de Taiwan.


O tema permanece no centro das disputas geopolíticas da região Ásia-Pacífico. Enquanto Pequim sustenta que a questão deve ser resolvida sem interferência externa, os Estados Unidos mantêm relações não oficiais com Taiwan e fornecem apoio militar à ilha por meio de legislação própria, fator que o governo chinês aponta como elemento de tensão nas relações bilaterais.


As declarações de Xi Jinping ocorreram durante as celebrações do aniversário de fundação do Partido Comunista Chinês, organização criada em 1º de julho de 1921 e que governa a República Popular da China desde 1949.

A reportagem foi publicada pela teleSUR em 1º de julho de 2026, com informações de agências de notícias.

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