
MODO DE NAVEGAÇÃO
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a liberação de R$ 40 milhões para a recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro. O investimento integra um pacote maior de aproximadamente R$ 152 milhões, financiado pelo Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. A iniciativa prevê a restauração de 15 mil hectares no Norte Fluminense, com foco em vegetação nativa e recomposição de ecossistemas historicamente pressionados por ciclos econômicos predatórios. Segundo o Brasil 247, parceiro da TV BRICS, o projeto também se articula com estratégias de bioeconomia regional e conservação ambiental. O anúncio ocorre em meio ao avanço de políticas ambientais que buscam conciliar recuperação ecológica com desenvolvimento econômico sob lógica estatal.

O BNDES confirmou que os recursos serão destinados a um projeto de restauração ecológica voltado à recomposição da vegetação nativa, com uso exclusivo de espécies autóctones e ações de fortalecimento da bioeconomia local. A área de intervenção abrange 15 mil hectares distribuídos no Norte Fluminense, incluindo áreas de preservação permanente, reservas legais e zonas ambientalmente sensíveis, todas enquadradas na legislação ambiental brasileira. O plano inclui ainda a reconexão de fragmentos florestais, o que deve favorecer o retorno da fauna silvestre e a reconstituição de corredores ecológicos historicamente interrompidos pela expansão agroindustrial e urbana.
Além da recomposição vegetal, o projeto incorpora práticas de conservação do solo e manejo hídrico, com medidas voltadas ao controle da erosão, aumento da matéria orgânica e melhoria da infiltração de água no solo. A proposta técnica busca enfrentar efeitos acumulados de degradação ambiental resultantes de décadas de exploração intensiva do território, especialmente em regiões historicamente subordinadas a ciclos de exportação de commodities e à lógica de uso predatório da terra.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que a iniciativa demonstra a possibilidade de articulação entre recuperação ambiental e reorganização produtiva. “A Mata Atlântica é um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais degradados do país, por isso apoiar projetos de recuperação em escala [...] é essencial para proteger a biodiversidade, enfrentar eventos climáticos extremos e gerar emprego e renda nos territórios”, declarou. A fala insere o projeto na narrativa institucional de transição para uma chamada economia verde, ainda sob forte mediação do Estado como indutor do investimento.
A estratégia integra o programa BNDES Florestas, que reúne instrumentos financeiros e técnicos voltados à restauração ecológica e à bioeconomia florestal. Entre 2023 e 2025, a iniciativa mobilizou cerca de R$ 7 bilhões, com previsão de viabilizar o plantio de 280 milhões de árvores, gerar 70 mil empregos e capturar 54 milhões de toneladas de carbono, segundo dados do próprio banco. O desenho da política evidencia a centralidade do financiamento público como resposta parcial à crise ambiental, em contraste com décadas de expansão de modelos econômicos baseados em desmatamento, exportação de recursos naturais e dependência estrutural de cadeias globais controladas por grandes corporações.
No plano social e econômico, o projeto prevê a criação de mais de 800 empregos diretos e indiretos, envolvendo atividades como coleta de sementes, produção de mudas e manutenção florestal. As ações incluem ainda programas de capacitação e incentivo ao empreendedorismo local, com foco declarado na inclusão social e na geração de renda em territórios afetados pela degradação ambiental acumulada.
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29 de abril de 2026

































