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MODO DE NAVEGAÇÃO

O Brasil registrou entrada de US$ 77 bilhões em investimento estrangeiro direto em 2025, segundo relatório da OCDE divulgado em 4 de maio de 2026. O volume colocou o país na terceira posição global na atração de capital produtivo. Os dados foram repercutidos pelo Brasil 247, parceiro da TV BRICS. De acordo com o relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o fluxo global de investimento estrangeiro direto alcançou US$ 1,66 trilhão em 2025, com crescimento de 22% em relação a 2024. Nesse cenário, o Brasil concentrou cerca de R$ 382,7 bilhões em aportes externos, consolidando posição entre os principais destinos de capital internacional. A China aparece na segunda colocação, com US$ 80 bilhões recebidos no mesmo período.


Foto: mirsad sarajlic / iStock
Foto: mirsad sarajlic / iStock

O levantamento aponta que a maior parte dos recursos direcionados ao Brasil foi aplicada em setores de tecnologia e infraestrutura. Entre os projetos destacados está a implementação de um centro de dados voltado à inteligência artificial, com investimento estimado em US$ 40 bilhões, equivalente a cerca de R$ 198,8 bilhões, utilizando energia eólica como base de operação.


Os investimentos classificados como greenfield, que envolvem criação de estruturas produtivas desde o início, concentraram parcela relevante dos aportes. Esse modelo implica instalação de novas unidades industriais ou tecnológicas com capital estrangeiro direto, ampliando a presença de empresas internacionais em território brasileiro.

O relatório da OCDE indica que o aumento da circulação de capital ocorre em um contexto de reorganização das cadeias globais de produção, com deslocamento de investimentos para países com disponibilidade de recursos naturais, mercado consumidor e capacidade de infraestrutura. No caso brasileiro, a entrada de capital estrangeiro está vinculada à exploração de setores considerados estratégicos por investidores internacionais.


A ampliação desse fluxo ocorre paralelamente à atuação de economias centrais na definição de padrões financeiros e comerciais globais, incluindo mecanismos regulatórios e políticas de crédito que influenciam a direção dos investimentos. O movimento reforça a inserção do Brasil em dinâmicas de dependência de capital externo, em um cenário marcado pela disputa entre blocos econômicos como o BRICS e países alinhados à política econômica estadunidense.


Segundo os dados apresentados, o crescimento de 22% no fluxo global de investimentos em 2025 ocorre após retrações registradas em anos anteriores, indicando reconfiguração do capital internacional diante de tensões geopolíticas e disputas por setores como energia, tecnologia e infraestrutura digital. O relatório foi divulgado pela OCDE e repercutido pelo Brasil 247 com base em dados consolidados sobre investimento estrangeiro direto no período.

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Brasil ocupa 3º lugar global em investimento estrangeiro em 2025, segundo relatório

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