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As Forças Armadas iranianas afirmaram em 26 de maio que responderão com ataques “mais intensos, mais pesados e mais fortes” caso Estados Unidos e Israel iniciem uma nova ofensiva contra o país. O porta-voz militar iraniano, brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, declarou à Al Jazeera que Teerã revisou sua lista de alvos e prepara novas táticas militares para uma eventual escalada regional. As declarações ocorreram após meses de confrontos iniciados pela ofensiva aérea conduzida por Washington e Tel Aviv em 28 de fevereiro, operação que resultou no martírio de Ali Khamenei e no assassinato de comandantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

Durante entrevista à emissora Al Jazeera, Shekarchi afirmou que qualquer nova resposta iraniana não repetirá os padrões militares das ofensivas anteriores. “Os ataques serão muito mais intensos, mais pesados e mais fortes do que nas duas guerras anteriores”, declarou o porta-voz das Forças Armadas iranianas.
O militar acrescentou que os “inimigos enfrentarão surpresas e novas táticas”, indicando que uma nova rodada de confrontos poderá extrapolar os limites geográficos da Ásia Ocidental. Segundo ele, os ataques iranianos “se estenderiam além das fronteiras regionais” caso o território iraniano volte a ser alvo de bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e pelo regime israelense.
As declarações ocorreram em meio à continuidade das tensões militares após a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro por Washington e Tel Aviv. Segundo autoridades iranianas, os ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel atingiram instalações militares, centros estratégicos e lideranças políticas e militares iranianas. Entre os mortos, Teerã cita o martírio de Ali Khamenei e o assassinato de oficiais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.
Após os bombardeios, o Irã iniciou operações diárias com mísseis e drones contra posições israelenses nos territórios palestinos ocupados e contra instalações militares estadunidenses espalhadas pela região. As operações integraram a resposta militar iraniana dentro da operação Promessa Verdadeira 4, lançada após os ataques de fevereiro.
Shekarchi também comentou os impactos econômicos e energéticos de uma eventual retomada das hostilidades. Segundo ele, se o Irã for impedido de exportar petróleo, “isso impedirá completamente a saída do petróleo da região”. A declaração faz referência ao papel estratégico do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde transita parte significativa do petróleo comercializado globalmente.
Após o início da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel, o governo iraniano anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz para países considerados hostis e seus aliados. O controle naval da região passou a ser reforçado pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica e pela Marinha iraniana.
No mês anterior, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou um bloqueio contra navios e portos iranianos. O governo iraniano classificou a medida como ilegal e afirmou que ela violava os termos do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, acordo que entrou em vigor em 8 de abril após semanas de confrontos militares na região.
Em declarações paralelas divulgadas pela Press TV, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica afirmou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para uma resposta “devastadora e infernal” em caso de nova agressão militar. Autoridades iranianas também afirmaram que o país revisou estratégias de defesa aérea, protocolos de lançamento de mísseis e planos de resposta naval diante da presença militar estadunidense na Ásia Ocidental.
Nas últimas horas, a Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica informou que 25 embarcações transitam pelo Estreito de Ormuz sob proteção iraniana. Paralelamente, autoridades russas alertaram sobre planos envolvendo o uso de integrantes do Daesh contra o Irã, ampliando o cenário de tensão regional após meses de ofensivas militares, bloqueios econômicos e ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
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26 de maio de 2026

































