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A China respondeu em 29 de abril de 2026 a declarações do governo estadunidense sobre Cuba e acusou Washington de fabricar justificativas para manter sanções. O porta-voz Lin Jian afirmou que a cooperação entre Pequim e Havana ocorre de forma “totalmente transparente”. O posicionamento ocorre em meio ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos há mais de seis décadas.

Em coletiva realizada em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores da China reagiu às declarações do secretário de Estado estadunidense Marco Rubio, que acusou Cuba de permitir operações de inteligência de países considerados adversários próximos ao território dos Estados Unidos. Lin Jian rejeitou as acusações e declarou que “inventar desculpas e difundir desinformação não justifica o bloqueio selvagem nem as sanções ilegais dos Estados Unidos contra Cuba”.
O porta-voz afirmou que as medidas impostas por Washington “violaram gravemente os direitos de Cuba à sobrevivência e ao desenvolvimento e infringiram as normas básicas das relações internacionais”. Segundo ele, a narrativa apresentada pelo governo estadunidense busca sustentar uma política já condenada em instâncias multilaterais. “A cooperação da China com Cuba é totalmente transparente”, declarou.
Lin Jian também fez um apelo direto ao governo estadunidense. “Exortamos os Estados Unidos a pôr fim de imediato ao bloqueio e às sanções ilegais contra Cuba, assim como a qualquer forma de coação e pressão”, disse durante a coletiva.
O bloqueio econômico contra Cuba permanece em vigor desde a década de 1960 e é alvo de votações anuais na Assembleia Geral das Nações Unidas. Nas resoluções mais recentes, a maioria dos Estados-membros votou pelo fim das sanções, enquanto Estados Unidos e Israel mantiveram posição contrária. O impacto das medidas inclui restrições ao acesso a alimentos, combustíveis e insumos médicos, atingindo diretamente a população civil cubana.
As declarações de Pequim ocorrem após entrevistas de Marco Rubio, que afirmou à Fox News que não será tolerada a presença de “qualquer aparato militar, de inteligência ou de segurança estrangeiro” a cerca de 90 milhas do território estadunidense. O secretário também declarou que operações desse tipo representam ameaça à segurança nacional e defendeu ampliação da vigilância sobre Cuba e o Caribe.
O governo chinês rejeitou essas alegações e reiterou que não há base factual nas acusações. A resposta integra um cenário de disputa política e econômica em torno da ilha caribenha, que permanece sob pressão de sanções unilaterais impostas por Washington.
Paralelamente, a China ampliou a cooperação econômica com Cuba em meio à crise energética e alimentar no país. Em janeiro de 2026, Pequim anunciou US$ 80 milhões em ajuda emergencial voltada ao sistema elétrico cubano e a doação de 60 mil toneladas de arroz.
No setor energético, foram enviados equipamentos fotovoltaicos e kits solares destinados a hospitais e unidades de saúde, além de comunidades afetadas por apagões. Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar e conectou 49 parques solares à rede nacional no último ano.
As iniciativas buscam reduzir a dependência de combustíveis importados e enfrentar limitações impostas pelo bloqueio econômico mantido pelo governo estadunidense.
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30 de abril de 2026

































