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Grupos armados ilegais tentaram um golpe de Estado no Mali em 25 de abril de 2026, segundo comunicado divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira. A ação envolveu coordenação simultânea de ataques contra a capital Bamako e outras cidades estratégicas do país. As forças do chamado Corpo Africano da Rússia atuaram ao lado das forças malienses para conter a ofensiva e impedir a tomada de instituições estatais. O governo do Mali afirma que a tentativa de golpe foi derrotada após intensos combates em múltiplas frentes. O episódio ocorre em meio à crescente militarização estrangeira e à disputa por influência no Sahel.


Serguei Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia
Serguei Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia

De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques foram conduzidos por grupos armados ilegais identificados como Jamaat Nusrat al-Islam Wal Muslimin, afiliado à Al-Qaeda e classificado como organização terrorista na Rússia, e pela Frente de Libertação de Azawad, atuando sob liderança conjunta. O comunicado afirma que cerca de 12.000 militantes participaram da operação, com apoio de instrutores mercenários ucranianos e europeus envolvidos em treinamento militar. As ofensivas atingiram simultaneamente Bamako, Sevare, Gao e Kidal, com o objetivo de capturar pontos estratégicos, incluindo o palácio presidencial na capital.


Durante os confrontos, o Ministério da Defesa russo informou que as perdas dos grupos armados ultrapassaram 2.500 combatentes, além da destruição de 102 veículos, 2 veículos blindados, 152 motocicletas e 7 morteiros. O governo malienses também confirmou a morte do ministro da Defesa, Sadio Camara, durante a tentativa de golpe, em meio à escalada da violência na capital.

O comunicado russo afirma que unidades do Corpo Africano infligiram “perdas irreparáveis em pessoal e equipamento” às forças atacantes, forçando o recuo e o abandono dos planos de tomada do poder. Segundo a versão apresentada, a intervenção evitou a queda do governo considerado legítimo pelas autoridades do Mali e impediu o que descrevem como potencial massacre de civis durante a ofensiva.


Em operação paralela, o Ministério da Defesa do Mali informou que, por decisão da liderança nacional, forças malienses e unidades do Corpo Africano se retiraram da fortaleza de Kidal, mantendo, no entanto, presença operacional ativa no país e prontidão para novas ações contra grupos armados.


O Ministério da Defesa russo acrescentou que o Corpo Africano realizou quatro ataques com drones contra reservas de militantes, resultando na morte de até 60 combatentes, além de operações aéreas com aeronaves e helicópteros que teriam eliminado mais de 245 militantes em diferentes pontos do território malinês.

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