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PUBLICADO EM:
2 أكتوبر 2026
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Filho de jornalista filipino assassinado é detido pelo ICE

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) deteve, em 21 de setembro, Mark Mabasa, de 40 anos, filho do jornalista filipino Percival “Percy Lapid” Mabasa, assassinado a tiros na região metropolitana de Manila em outubro de 2022. Mark havia recebido ameaças de morte nas Filipinas após o assassinato do pai e solicitou asilo nos Estados Unidos. Segundo o site do ICE, ele está detido no centro de detenção de imigrantes de Adelantado, na Califórnia, e tem uma audiência marcada para 2 de outubro, véspera do quarto aniversário da morte de Percy Lapid.
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ÚLTIMAS HISTÓRIAS

ONU pede limites ao uso da força policial durante protestos estudantis na França
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu, em 9 de outubro de 2026, que as autoridades francesas evitem o uso desproporcional da força durante os protestos de estudantes do ensino médio. Em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, Shabia Mantoo, porta-voz do órgão, declarou: “Apelamos a todos para que garantam que estas manifestações permaneçam pacíficas e que não haja uso desproporcional da força por parte das autoridades policiais. O direito à reunião pacífica deve ser respeitado”. No dia anterior, Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, afirmou que cabe às forças de segurança e ao governo proteger o direito às manifestações pacíficas.
O UNICEF França também pediu proteção aos menores e distinção entre manifestantes pacíficos e grupos envolvidos em atos violentos. Iniciadas em meados de setembro, seis meses antes das eleições presidenciais, as mobilizações reivindicam reformas nas instalações escolares, substituição de professores ausentes, contratação de profissionais de apoio e enfermagem, recuperação de estruturas e redução da superlotação. Os estudantes também contestam a pressão do sistema Parcoursup, usado no acesso ao ensino superior, a redução de vagas nas universidades e o congelamento do auxílio-moradia pessoal (APL), previstos na proposta orçamentária de 2027.
Os protestos incluem denúncias de infiltração policial e vandalismo. Grêmios estudantis negaram, na semana anterior, vínculo entre os responsáveis pelos distúrbios e suas reivindicações. A atuação policial foi criticada após um adolescente perder uma mão e outro perder a visão de um olho.
Na quinta-feira, o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, anunciou a designação imediata de 3.000 professores substitutos para escolas afetadas, contratações adicionais e a possibilidade de ampliar o horário escolar. Apesar do início do diálogo, manifestações continuaram em Toulouse, Aubervilliers, Chambéry, Montpellier e Paris, com novas mobilizações e greves previstas para a semana seguinte. Relatório do Ministério da Justiça divulgado em 9 de outubro registrou quase 6.900 detenções desde o início dos protestos, 86% de menores de idade. Foram abertos processos contra 2.376 manifestantes; 1.547 foram levados a julgamento e 21 ficaram em prisão preventiva.
O UNICEF França também pediu proteção aos menores e distinção entre manifestantes pacíficos e grupos envolvidos em atos violentos. Iniciadas em meados de setembro, seis meses antes das eleições presidenciais, as mobilizações reivindicam reformas nas instalações escolares, substituição de professores ausentes, contratação de profissionais de apoio e enfermagem, recuperação de estruturas e redução da superlotação. Os estudantes também contestam a pressão do sistema Parcoursup, usado no acesso ao ensino superior, a redução de vagas nas universidades e o congelamento do auxílio-moradia pessoal (APL), previstos na proposta orçamentária de 2027.
Os protestos incluem denúncias de infiltração policial e vandalismo. Grêmios estudantis negaram, na semana anterior, vínculo entre os responsáveis pelos distúrbios e suas reivindicações. A atuação policial foi criticada após um adolescente perder uma mão e outro perder a visão de um olho.
Na quinta-feira, o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, anunciou a designação imediata de 3.000 professores substitutos para escolas afetadas, contratações adicionais e a possibilidade de ampliar o horário escolar. Apesar do início do diálogo, manifestações continuaram em Toulouse, Aubervilliers, Chambéry, Montpellier e Paris, com novas mobilizações e greves previstas para a semana seguinte. Relatório do Ministério da Justiça divulgado em 9 de outubro registrou quase 6.900 detenções desde o início dos protestos, 86% de menores de idade. Foram abertos processos contra 2.376 manifestantes; 1.547 foram levados a julgamento e 21 ficaram em prisão preventiva.

Moraes determina execução da pena de Eduardo Bolsonaro e cancela passaportes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses de prisão de Eduardo Bolsonaro, em regime inicial semiaberto, por coação no curso do processo, e expediu mandado de prisão. A decisão, assinada em 7 de outubro, aponta que a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, após a Primeira Turma rejeitar, em setembro, os embargos da defesa.
Eduardo foi condenado por atuar nos Estados Unidos para buscar sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento de Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Moraes determinou o envio do mandado à Polícia Federal, sua inclusão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e a expedição da guia de recolhimento. Também ordenou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-deputado, que vive nos Estados Unidos desde 2025.
A decisão abriu a execução penal, determinou a cobrança de 50 dias-multa, equivalentes a dois salários mínimos cada, e comunicou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. Também foi determinada comunicação à direção-geral da Polícia Federal sobre a perda do cargo de escrivão da corporação, prevista na sentença. A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa, havia pedido a absolvição e alegado proteção das manifestações pela liberdade de expressão.
Eduardo foi condenado por atuar nos Estados Unidos para buscar sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento de Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. Moraes determinou o envio do mandado à Polícia Federal, sua inclusão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões e a expedição da guia de recolhimento. Também ordenou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome do ex-deputado, que vive nos Estados Unidos desde 2025.
A decisão abriu a execução penal, determinou a cobrança de 50 dias-multa, equivalentes a dois salários mínimos cada, e comunicou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a suspensão dos direitos políticos enquanto durarem os efeitos da condenação. Também foi determinada comunicação à direção-geral da Polícia Federal sobre a perda do cargo de escrivão da corporação, prevista na sentença. A Defensoria Pública da União, responsável pela defesa, havia pedido a absolvição e alegado proteção das manifestações pela liberdade de expressão.

Mais de 100 artistas do audiovisual declaram apoio a Lula no segundo turno
Mais de cem atores, atrizes e cineastas declararam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
O levantamento, feito pelo Cine NINJA reúne nomes como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Wagner Moura, Glória Pires, Taís Araújo e Kleber Mendonça Filho. As manifestações associam a defesa da democracia à produção cultural e às políticas de financiamento do audiovisual.
Em vídeo publicado em setembro, Malu Mader afirmou: “Agora, o cinema brasileiro renasceu”. O setor também relaciona o momento da produção nacional ao desempenho de “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, que venceu dois prêmios no Globo de Ouro e recebeu quatro indicações ao Oscar. Wagner Moura declarou: “Nós temos dito como a cultura e a democracia andam juntas”.
O apoio ocorre após mais de 600 atores e cineastas assinarem, neste ano, uma carta a Lula cobrando urgência na regulamentação do streaming no Brasil. A mobilização da classe artística começou no primeiro turno, com vídeos coletivos e atos pelo país sob o mote “Bora, Lula”.
O levantamento, feito pelo Cine NINJA reúne nomes como Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Wagner Moura, Glória Pires, Taís Araújo e Kleber Mendonça Filho. As manifestações associam a defesa da democracia à produção cultural e às políticas de financiamento do audiovisual.
Em vídeo publicado em setembro, Malu Mader afirmou: “Agora, o cinema brasileiro renasceu”. O setor também relaciona o momento da produção nacional ao desempenho de “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, que venceu dois prêmios no Globo de Ouro e recebeu quatro indicações ao Oscar. Wagner Moura declarou: “Nós temos dito como a cultura e a democracia andam juntas”.
O apoio ocorre após mais de 600 atores e cineastas assinarem, neste ano, uma carta a Lula cobrando urgência na regulamentação do streaming no Brasil. A mobilização da classe artística começou no primeiro turno, com vídeos coletivos e atos pelo país sob o mote “Bora, Lula”.

Senado realiza terceira sessão de discussão da PEC que prevê fim da escala 6x1
O Senado realizou nesta quinta-feira (8) a terceira sessão de discussão, em primeiro turno, da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de repouso remunerado e sem redução salarial. A proposta foi aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e precisa cumprir cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno.
Após eventual aprovação, serão necessárias outras três sessões antes do segundo turno. A PEC exige 49 votos favoráveis, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em cada votação. A sessão desta quinta-feira ocorreu em formato semipresencial e foi suspensa, com retomada prevista ainda no mesmo dia.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende cumprir o rito constitucional. A tramitação ocorre durante o segundo turno das eleições presidenciais, enquanto governistas defendem acelerar a análise e setores da oposição discutem o adiamento da votação. O texto estabelece dois dias de descanso semanal e altera a jornada prevista no artigo 7º da Constituição.
Após eventual aprovação, serão necessárias outras três sessões antes do segundo turno. A PEC exige 49 votos favoráveis, equivalentes a três quintos dos 81 senadores, em cada votação. A sessão desta quinta-feira ocorreu em formato semipresencial e foi suspensa, com retomada prevista ainda no mesmo dia.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que pretende cumprir o rito constitucional. A tramitação ocorre durante o segundo turno das eleições presidenciais, enquanto governistas defendem acelerar a análise e setores da oposição discutem o adiamento da votação. O texto estabelece dois dias de descanso semanal e altera a jornada prevista no artigo 7º da Constituição.

Ana Elisa defende ofensiva da esquerda nas redes e diálogo com eleitores de direita
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT), de 21 anos, afirmou nesta quinta-feira (8) que a esquerda ainda pode “dominar as redes sociais” e defendeu mudanças na comunicação da campanha do presidente Lula para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Eleita com 524.219 votos, Ana Elisa foi a mulher mais votada para deputada federal em Minas Gerais e participou de reuniões com integrantes da campanha de Lula após o primeiro turno. Segundo ela, sua equipe se reuniu com responsáveis pela comunicação do presidente na terça-feira (6), apresentando sugestões que foram incorporadas à estratégia digital.
“Nós conversamos com a equipe de comunicação do presidente Lula, que levou adiante tudo o que eu e minha equipe passamos”, afirmou.
A parlamentar também defendeu diálogo com eleitores de direita que não se identificam com Jair Bolsonaro e citou votantes de Renan Santos, do Missão, e Kim Kataguiri como públicos que o PT deveria procurar. “A direita foi engolida pelo bolsonarismo”, declarou.
Ana Elisa afirmou que a esquerda precisa ampliar a participação de jovens e abrir espaço para novas lideranças no PT. Durante o mandato, pretende incentivar a eleição de mulheres negras e jovens e relatou enfrentar episódios de violência política de gênero e raça.
Eleita com 524.219 votos, Ana Elisa foi a mulher mais votada para deputada federal em Minas Gerais e participou de reuniões com integrantes da campanha de Lula após o primeiro turno. Segundo ela, sua equipe se reuniu com responsáveis pela comunicação do presidente na terça-feira (6), apresentando sugestões que foram incorporadas à estratégia digital.
“Nós conversamos com a equipe de comunicação do presidente Lula, que levou adiante tudo o que eu e minha equipe passamos”, afirmou.
A parlamentar também defendeu diálogo com eleitores de direita que não se identificam com Jair Bolsonaro e citou votantes de Renan Santos, do Missão, e Kim Kataguiri como públicos que o PT deveria procurar. “A direita foi engolida pelo bolsonarismo”, declarou.
Ana Elisa afirmou que a esquerda precisa ampliar a participação de jovens e abrir espaço para novas lideranças no PT. Durante o mandato, pretende incentivar a eleição de mulheres negras e jovens e relatou enfrentar episódios de violência política de gênero e raça.

Bahia lidera eleição de pretos e pardos, enquanto Santa Catarina não elege nenhum
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 531 pessoas pretas ou pardas foram eleitas no primeiro turno de 2026, equivalente a 29,9% dos 1.774 eleitos para presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou distrital. Nas candidaturas, o grupo representou 49,9%, com 10.224 registros, contra 9.974 de pessoas brancas, que somaram 48,7%, em um total de 20.496 candidaturas. A Bahia teve o maior número de eleitos pretos ou pardos, com 58, seguida por Minas Gerais, com 38, e Rio de Janeiro, com 34. Santa Catarina não elegeu nenhum entre seus 64 eleitos. Alagoas teve cinco e Paraná, seis.
Entre os eleitos estão cinco governadores, quatro vice-governadores, 15 senadores, 117 deputados federais, nove deputados distritais, 213 deputados estaduais e 39 suplentes. Foram eleitos 407 homens e 124 mulheres, correspondendo a 28,9% dos homens e 33,6% das mulheres eleitas. Por partido, o PT elegeu 83 pessoas pretas ou pardas, seguido pelo PL, com 73, e União Brasil, com 54. DC, Democrata, Missão, Mobiliza e Rede não elegeram candidatos do grupo. No Amazonas, 24 dos 38 eleitos são pretos ou pardos, proporção de 63,2%; no Tocantins, foram 22 de 38, ou 57,9%; no Amapá, 22 de 40, ou 55%. No Sul, Paraná teve seis de 92 eleitos e Rio Grande do Sul, sete de 94. Segundo o Censo 2022 do IBGE, pretos e pardos representam 55,1% da população brasileira.
Entre os eleitos estão cinco governadores, quatro vice-governadores, 15 senadores, 117 deputados federais, nove deputados distritais, 213 deputados estaduais e 39 suplentes. Foram eleitos 407 homens e 124 mulheres, correspondendo a 28,9% dos homens e 33,6% das mulheres eleitas. Por partido, o PT elegeu 83 pessoas pretas ou pardas, seguido pelo PL, com 73, e União Brasil, com 54. DC, Democrata, Missão, Mobiliza e Rede não elegeram candidatos do grupo. No Amazonas, 24 dos 38 eleitos são pretos ou pardos, proporção de 63,2%; no Tocantins, foram 22 de 38, ou 57,9%; no Amapá, 22 de 40, ou 55%. No Sul, Paraná teve seis de 92 eleitos e Rio Grande do Sul, sete de 94. Segundo o Censo 2022 do IBGE, pretos e pardos representam 55,1% da população brasileira.

Incêndio na UFPE deixa prejuízo estimado em R$ 100 milhões e destrói pesquisas
O incêndio criminoso que atingiu um prédio do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de 7 de outubro, causou prejuízo estimado em cerca de R$ 100 milhões, segundo o reitor Alfredo Gomes. A estimativa foi apresentada em entrevista coletiva na manhã de 8 de outubro.
O prédio abrigava laboratórios de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática, além de dependências da área de educação física. Segundo Gomes, o andar superior foi perdido por completo.
“Estimamos, em termos de equipamentos, insumos e material, de uma maneira geral, algo próximo a R$ 100 milhões [de prejuízo financeiro]”, afirmou.
A universidade fará reuniões com as equipes dos projetos que funcionavam no local para calcular as perdas. O reitor informou que cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam vinculadas aos grupos de pesquisa instalados no prédio. Também foram perdidos dados acumulados durante 20 anos de pesquisas.
“É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, declarou.
A UFPE ainda avaliará os danos à estrutura do prédio e deverá disponibilizar outro espaço para as unidades afetadas. Na manhã de 8 de outubro, a Polícia Federal informou que instaurará inquérito para apurar as circunstâncias e as causas prováveis do incêndio. Peritos federais foram enviados à universidade para examinar o local, após tratativas da PF com o reitor e o comando do Corpo de Bombeiros.
O prédio abrigava laboratórios de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática, além de dependências da área de educação física. Segundo Gomes, o andar superior foi perdido por completo.
“Estimamos, em termos de equipamentos, insumos e material, de uma maneira geral, algo próximo a R$ 100 milhões [de prejuízo financeiro]”, afirmou.
A universidade fará reuniões com as equipes dos projetos que funcionavam no local para calcular as perdas. O reitor informou que cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam vinculadas aos grupos de pesquisa instalados no prédio. Também foram perdidos dados acumulados durante 20 anos de pesquisas.
“É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, declarou.
A UFPE ainda avaliará os danos à estrutura do prédio e deverá disponibilizar outro espaço para as unidades afetadas. Na manhã de 8 de outubro, a Polícia Federal informou que instaurará inquérito para apurar as circunstâncias e as causas prováveis do incêndio. Peritos federais foram enviados à universidade para examinar o local, após tratativas da PF com o reitor e o comando do Corpo de Bombeiros.

Estudantes fazem ato na UFSM, no Rio Grande do Sul, após registros de símbolos nazistas
Estudantes e integrantes da comunidade acadêmica realizaram, em 7 de outubro, um ato na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, após a identificação de inscrições com símbolos associados ao nazismo em prédios da instituição. Convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), junto a centros e diretórios acadêmicos, a manifestação começou às 11h30, diante do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE), e terminou com caminhada até o Restaurante Universitário.
O primeiro registro foi encontrado em 6 de outubro em um banheiro do CCNE, com o desenho da runa Odal e a frase “Você não está só”. Em 7 de outubro, outros cinco registros foram identificados, elevando para seis as ocorrências: quatro no CCNE e duas no Centro de Tecnologia.
O DCE informou que recebeu fotos e vídeos de um estudante, comunicou a Reitoria e cobrou providências. Segundo a entidade, a universidade isolou o banheiro e acionou a Polícia Federal, enquanto imagens de câmeras eram buscadas para identificar responsáveis.
Durante o ato, estudantes defenderam mobilização contra manifestações neonazistas. A UFSM informou que registrou boletim de ocorrência, apresentou denúncia na plataforma Fala.BR e instaurou processo administrativo para apurar os fatos e responsabilizar eventuais autores. A instituição também informou que a investigação criminal cabe à Polícia Federal e que a Assessoria de Promoção de Igualdade Racial acompanhará o caso.
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM pediu identificação e punição dos responsáveis e ações educativas sobre o nazismo. A universidade informou que oferecerá acolhimento, escuta e apoio psicológico às pessoas afetadas.
O primeiro registro foi encontrado em 6 de outubro em um banheiro do CCNE, com o desenho da runa Odal e a frase “Você não está só”. Em 7 de outubro, outros cinco registros foram identificados, elevando para seis as ocorrências: quatro no CCNE e duas no Centro de Tecnologia.
O DCE informou que recebeu fotos e vídeos de um estudante, comunicou a Reitoria e cobrou providências. Segundo a entidade, a universidade isolou o banheiro e acionou a Polícia Federal, enquanto imagens de câmeras eram buscadas para identificar responsáveis.
Durante o ato, estudantes defenderam mobilização contra manifestações neonazistas. A UFSM informou que registrou boletim de ocorrência, apresentou denúncia na plataforma Fala.BR e instaurou processo administrativo para apurar os fatos e responsabilizar eventuais autores. A instituição também informou que a investigação criminal cabe à Polícia Federal e que a Assessoria de Promoção de Igualdade Racial acompanhará o caso.
A Seção Sindical dos Docentes da UFSM pediu identificação e punição dos responsáveis e ações educativas sobre o nazismo. A universidade informou que oferecerá acolhimento, escuta e apoio psicológico às pessoas afetadas.

Erika Hilton aponta o avanço de candidaturas antifeministas a um movimento internacional
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi reeleita com 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara, em uma eleição que elevou para 109 o número de deputadas, 21,2% das 513 cadeiras. Desse total, 47 são de partidos de esquerda e 62 de direita. Hilton atribuiu seu resultado à atuação parlamentar, às redes e à defesa de pautas como o fim da escala 6×1. “As pessoas esperam respostas para os seus problemas reais”, afirmou ao Brasil de Fato.
A deputada também relacionou o avanço de candidaturas antifeministas a um movimento internacional que, segundo ela, é impulsionado pelo governo dos Estados Unidos e por bilionários das big techs, com monetização de discursos red pill e incel. Para Hilton, esses discursos transferem para mulheres e minorias a responsabilidade por problemas sociais e econômicos.
Na Câmara eleita, a direita terá 303 cadeiras e a esquerda, 124. Hilton citou avanços da legislatura anterior, como a criminalização da misoginia e a mobilização que impediu o avanço do PL 1.904/2024, conhecido por seus críticos como “PL do Estupro”. A proposta prevê pena equivalente à de homicídio para abortos após 22 semanas, inclusive em casos de gravidez decorrente de estupro. Para a deputada, a disputa política também passa por pautas materiais. Ela comparou as posições de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1 e afirmou: “Quem compara, vota Lula”.
A deputada também relacionou o avanço de candidaturas antifeministas a um movimento internacional que, segundo ela, é impulsionado pelo governo dos Estados Unidos e por bilionários das big techs, com monetização de discursos red pill e incel. Para Hilton, esses discursos transferem para mulheres e minorias a responsabilidade por problemas sociais e econômicos.
Na Câmara eleita, a direita terá 303 cadeiras e a esquerda, 124. Hilton citou avanços da legislatura anterior, como a criminalização da misoginia e a mobilização que impediu o avanço do PL 1.904/2024, conhecido por seus críticos como “PL do Estupro”. A proposta prevê pena equivalente à de homicídio para abortos após 22 semanas, inclusive em casos de gravidez decorrente de estupro. Para a deputada, a disputa política também passa por pautas materiais. Ela comparou as posições de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1 e afirmou: “Quem compara, vota Lula”.

MTE atualizou a “Lista Suja” com 82 novos responsabilizados por casos de trabalho análogo à escravidão
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a “Lista Suja” com 82 novos empregadores responsabilizados por casos de trabalho análogo à escravidão identificados entre 2024 e 2026. Os registros envolvem 553 trabalhadores e ocorreram em 21 unidades da Federação, número de novos casos 51,48% menor que na atualização de abril.
Entre as atividades com mais registros estão criação de bovinos para corte, com oito casos; serviços domésticos, sete; produção de carvão vegetal e de café, seis cada; e construção de edifícios, cinco. Minas Gerais concentrou 19 ocorrências, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí registraram quatro casos cada. Mato Grosso, Pernambuco e Roraima tiveram três; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, dois; Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, um cada.
A lista é atualizada a cada seis meses. Nesta edição, 151 nomes foram retirados após completarem dois anos de publicação. Segundo o MTE, o cadastro busca dar transparência às ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão e funciona como instrumento público de pressão contra empregadores. Em uma operação recente, 479 trabalhadores foram resgatados, entre eles 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 66 migrantes de oito países. Em 2025, 2.772 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão ou de tráfico de pessoas no Brasil.
Entre as atividades com mais registros estão criação de bovinos para corte, com oito casos; serviços domésticos, sete; produção de carvão vegetal e de café, seis cada; e construção de edifícios, cinco. Minas Gerais concentrou 19 ocorrências, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí registraram quatro casos cada. Mato Grosso, Pernambuco e Roraima tiveram três; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, dois; Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, um cada.
A lista é atualizada a cada seis meses. Nesta edição, 151 nomes foram retirados após completarem dois anos de publicação. Segundo o MTE, o cadastro busca dar transparência às ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão e funciona como instrumento público de pressão contra empregadores. Em uma operação recente, 479 trabalhadores foram resgatados, entre eles 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 66 migrantes de oito países. Em 2025, 2.772 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão ou de tráfico de pessoas no Brasil.
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