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SUMUD - Mansour Salum Husein
Lágrimas, um sorriso,
e um gesto de levanteEste é um gesto, uma esperança, um suspiro. Poesia como sumud e arma para a libertação. Não escrevo por mim, nem para mim, escrevo à vocês, leitores. Não pretendo substituir as vozes de Gaza, mas celebrá-las, lhes dar eco. Estes poemas são uma homenagem aos mártires, mas são também uma ode aos sobreviventes.
Não nos esqueçamos jamais desse holocausto humano, de palestinos, sírios, libaneses, líbios, iemênistas, sudaneses, congoleses, curdos, drusos, armênios, ianomamis, laklano-xoklengs, tapajós, charruas e outros tantos povos sob ameaça de desaparecimento massacre pela lógica de exploração do capital sobre seus territórios, corpos e recursos.
Sei, como bem pontuado por George Didi-Hubermann, que meu singelo livro não é senão um gesto de levante, que não venceremos essa luta com palavras, mas o gesto por si só é uma faísca, a primeira chama da revolução que poderá enfim libertar os povos oprimidos do mundo. Mas principalmente, gerar a consciência necessária para a auto-libertação, para a radical negação do status quo: somos a geração que não aceitará que o imperialismo continue a invadir e pilhar os recursos naturais de outras nações, que os seres humanos sejam tratados como gado e sacrificados por conta de sua etnia, gênero, sexualidade ou orientação política. Como pontua o filósofo, o “não” é o gesto de levante primordial, o estopim, o início da rebelião. Espero assim inspirar meus irmãos, camaradas e companheiros a se erguerem contra a injustiça.
Bebi da história e cultura dos povos que me deram origem: gaúchos, sírio-libaneses, palestinos, portugueses e sefarditas, povos aguerridos de forte tradição oral e culturas diversas. Das crenças que me cercam, o islam e o cristianismo em suas belas pluralidades. Fui buscar no Qur'an, nos Evangelhos, em Gibran e outros gigantes a inspiração e guia para a escrita desses versos, que agora ofereço humildemente aos meus leitores. A escrita desses poemas vem desde antes do sete de outubro de 2023, mas sobretudo após essa data, a necessidade de retratar a situação em Gaza me fez produzir esses poemas. Espero que o leitor aprecie e reflita sobre a situação humanitária de Gaza, e do mundo.
Obrigado, Deus, por essa oportunidade.
Mansour Salum Husein
Brasileiro, nascido em Rio Grande, ao sul do Rio Grande do Sul. De família materna de origem sírio-libanesa e sefardita, fui adotado por um pai brasileiro-palestino, filho de refugiados palestinos de 48 e 67. Meu avô, Subhi Mahmud Muhamad Husein serviu o exército jordaniano para lutar pela libertação da Palestina, e acabou vindo parar nessas terras tropicais ao ser obrigado a fugir de seu solo pátrio, onde constituiu família na “Palestina Brasileira”, no Chuí, fronteira com o Uruguai, onde até hoje existe uma vibrante Comunidade Palestina.
Influenciado pela história de meus avós e de meu pai, e pela minha própria origem sírio-libanesa (meu tataravô foi um imigrante que fugindo do serviço militar obrigatório do império turco-otomano, acabou aportando em terras brasileiras, tornando-se caixeiro-viajante como meu avô Subhi e se estabelecendo em Rio Grande, minha terra natal), eu me tornei um militante socialista e um apaixonado pela causa Palestina. Nesse jornada, encontrei na escrita a capacidade de me expressar de maneira franca sobre a luta do povo que me deu origem e em solidariedade à todos os povos oprimidos do mundo.
Atualmente sou acadêmico de Odontologia pela UFSC, tendo defendido meu TCC “Acesso à saúde bucal na Faixa de Gaza”, estou secretário da Federação Árabe-Palestina do Brasil (FEPAL), coordenador regional da Rede Nacional de Estudantes em Apoio à Palestina (RNEAP) e fui membro-fundador da Frente Palestina Livre de Santa Catarina.
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HUSEIN, Mansour Salum. Sumud. São José dos Campos, SP: Editora Clandestino, 2026. 1. ed. Páginas 50.
Capa: © SIQKA / Organização e diagramação: Lucas Siqueira – Jornal Clandestino / PALAVRAS-CHAVE: Sumud, Poesia, Resistência, Palestina
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