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۱۵ میزان ۱۴۰۵

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MTE atualizou a “Lista Suja” com 82 novos responsabilizados por casos de trabalho análogo à escravidão

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a “Lista Suja” com 82 novos empregadores responsabilizados por casos de trabalho análogo à escravidão identificados entre 2024 e 2026. Os registros envolvem 553 trabalhadores e ocorreram em 21 unidades da Federação, número de novos casos 51,48% menor que na atualização de abril.

Entre as atividades com mais registros estão criação de bovinos para corte, com oito casos; serviços domésticos, sete; produção de carvão vegetal e de café, seis cada; e construção de edifícios, cinco. Minas Gerais concentrou 19 ocorrências, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão tiveram seis cada. Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí registraram quatro casos cada. Mato Grosso, Pernambuco e Roraima tiveram três; Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba, dois; Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, um cada.

A lista é atualizada a cada seis meses. Nesta edição, 151 nomes foram retirados após completarem dois anos de publicação. Segundo o MTE, o cadastro busca dar transparência às ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão e funciona como instrumento público de pressão contra empregadores. Em uma operação recente, 479 trabalhadores foram resgatados, entre eles 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 66 migrantes de oito países. Em 2025, 2.772 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão ou de tráfico de pessoas no Brasil.

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