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9 ottobre 2026

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ONU pede limites ao uso da força policial durante protestos estudantis na França

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu, em 9 de outubro de 2026, que as autoridades francesas evitem o uso desproporcional da força durante os protestos de estudantes do ensino médio. Em coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça, Shabia Mantoo, porta-voz do órgão, declarou: “Apelamos a todos para que garantam que estas manifestações permaneçam pacíficas e que não haja uso desproporcional da força por parte das autoridades policiais. O direito à reunião pacífica deve ser respeitado”. No dia anterior, Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, afirmou que cabe às forças de segurança e ao governo proteger o direito às manifestações pacíficas.

O UNICEF França também pediu proteção aos menores e distinção entre manifestantes pacíficos e grupos envolvidos em atos violentos. Iniciadas em meados de setembro, seis meses antes das eleições presidenciais, as mobilizações reivindicam reformas nas instalações escolares, substituição de professores ausentes, contratação de profissionais de apoio e enfermagem, recuperação de estruturas e redução da superlotação. Os estudantes também contestam a pressão do sistema Parcoursup, usado no acesso ao ensino superior, a redução de vagas nas universidades e o congelamento do auxílio-moradia pessoal (APL), previstos na proposta orçamentária de 2027.

Os protestos incluem denúncias de infiltração policial e vandalismo. Grêmios estudantis negaram, na semana anterior, vínculo entre os responsáveis pelos distúrbios e suas reivindicações. A atuação policial foi criticada após um adolescente perder uma mão e outro perder a visão de um olho.

Na quinta-feira, o ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, anunciou a designação imediata de 3.000 professores substitutos para escolas afetadas, contratações adicionais e a possibilidade de ampliar o horário escolar. Apesar do início do diálogo, manifestações continuaram em Toulouse, Aubervilliers, Chambéry, Montpellier e Paris, com novas mobilizações e greves previstas para a semana seguinte. Relatório do Ministério da Justiça divulgado em 9 de outubro registrou quase 6.900 detenções desde o início dos protestos, 86% de menores de idade. Foram abertos processos contra 2.376 manifestantes; 1.547 foram levados a julgamento e 21 ficaram em prisão preventiva.

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