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6 ottobre 2026

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Protestos estudantis pressionam governo francês após terceira semana de mobilizações

Dezenas de milhares de estudantes, professores, sindicalistas e pais participaram nesta terça-feira, 6 de outubro, de manifestações em cidades da França contra condições nas escolas, falta de professores e problemas de infraestrutura. Os protestos começaram em 21 de setembro, em áreas de baixa renda de Paris, com boicotes às aulas, e se espalharam para Estrasburgo, Bordéus, Nantes, Marselha, Lyon e outras cidades. Os estudantes denunciam professores ausentes sem substituição, prédios deteriorados, presença de roedores, falta de mesas e cadeiras, salas cheias e jornadas longas.

A onda de calor do verão agravou as condições em escolas sem climatização. Os bloqueios resultaram em confrontos com a polícia, que utilizou cassetetes, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Um adolescente perdeu parte do braço após a explosão de uma granada durante um confronto.

As manifestações coincidiram com greves do setor público contra o projeto orçamentário de 2027, que prevê economia de 54 bilhões de euros e congelamento salarial para reduzir gastos. Pais passaram a participar dos atos após episódios envolvendo a atuação policial contra menores. O governo do presidente Emmanuel Macron acusa grupos políticos e sindicalistas de incentivar a violência, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou medidas sobre as demandas estudantis.

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