Mais de 1.000 palestinos mortos em Gaza desde o início do cessar-fogo
- www.jornalclandestino.org

- 18 de jun.
- 2 min de leitura
Mais de 1.000 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza por ações militares israelenses desde a entrada em vigor do cessar-fogo mediado por potências regionais e pelos Estados Unidos. Dados divulgados em 18 de junho pelo Ministério da Saúde de Gaza apontam que 1.007 pessoas morreram e 3.165 ficaram feridas durante o período de vigência da trégua. As informações foram publicadas em comunicado reproduzido pelo Ministério das Relações Exteriores palestino em seu canal no Telegram.

Segundo o Ministério da Saúde, nove palestinos foram mortos nos últimos três dias na Faixa de Gaza e mais de 20 ficaram feridos em bombardeios israelenses realizados apesar da existência formal do cessar-fogo. Os números indicam a continuidade das operações militares no enclave mesmo após a implementação do acordo negociado por mediadores internacionais.
O órgão também informou que o número total de vítimas do genocídio em Gaza desde outubro de 2023 chegou a 73.018 mortos. O total de feridos ultrapassou 173 mil pessoas no mesmo período, refletindo a dimensão da destruição imposta ao território palestino desde o início da ofensiva israelense.
A escalada que deu origem à atual fase do genocídio começou em 7 de outubro de 2023, quando combatentes do Hamas lançaram uma operação contra território israelense a partir da Faixa de Gaza. A ação resultou na morte de moradores de assentamentos israelenses próximos à fronteira e na captura de mais de 250 pessoas. O movimento palestino declarou que a operação foi uma resposta às ações israelenses contra a Mesquita de Al-Aqsa, localizada no complexo conhecido pelos israelenses como Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém.
Após os acontecimentos de outubro de 2023, Israel impôs um bloqueio total à Faixa de Gaza, território que abrigava cerca de 2,3 milhões de palestinos antes do início da ofensiva. Em seguida, lançou ataques aéreos contra Gaza e realizou bombardeios em áreas do Líbano e da Síria, antes de iniciar uma operação terrestre em larga escala dentro do enclave palestino.
Em 9 de outubro de 2025, após negociações conduzidas com mediação do Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia, Israel e Hamas aceitaram implementar a primeira fase de um plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O cessar-fogo entrou em vigor no dia seguinte.
De acordo com os termos do acordo, as forças israelenses recuaram para a chamada “linha amarela”, mas permaneceram controlando mais de 50% do território da Faixa de Gaza. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde palestino indicam que, mesmo após a entrada em vigor da trégua, operações militares israelenses continuaram produzindo mortes e feridos entre a população do enclave.











































