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2026年10月7日

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Mulheres "anti-mulheres" ampliam presença no Congresso após eleição de 2026

A eleição de 2026 ampliou a presença de mulheres de direita no Legislativo. Em São Paulo, Eduarda Campopiano (PL) foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa, com 1.956.238 votos, enquanto Índia Armelau (PL) liderou a disputa pela Alerj, com 248.504.

Campopiano se apresenta como “a maior inimiga das feministas” e defende posições contra a criminalização da misoginia e o aborto, além do porte de armas.

No Senado, 12 das 54 vagas em disputa foram conquistadas por mulheres, maior número em uma eleição desde a redemocratização. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis foram eleitas pelo Distrito Federal e se juntarão a Damares Alves, formando a primeira bancada estadual integralmente feminina do Senado. O Brasil de Fato ouviu pesquisadoras e parlamentares sobre o fenômeno.

A cientista política Irina Frari atribuiu o crescimento a redes religiosas, movimentos conservadores, redes sociais e estruturas partidárias. Marília Arraes afirmou que presença feminina não implica, por si, compromisso com direitos das mulheres.

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