Desemprego cai a 5,3% e Brasil atinge recorde de 103,5 milhões de ocupados
A taxa de desocupação caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de pessoas ocupadas chegou a 103,5 milhões, maior resultado da série histórica iniciada em 2012. A força de trabalho também atingiu recorde, com 109,3 milhões de pessoas entre ocupados e desocupados.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta terça-feira (29), mostram redução de 0,3 ponto percentual na taxa de desocupação em relação ao trimestre encerrado em maio, quando o índice estava em 5,6%. Na comparação com junho a agosto de 2025, também houve recuo de 0,3 ponto percentual, saindo de 5,6% para 5,3%.
A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6% em relação ao trimestre de março a maio, quando havia 6,1 milhões de desocupados. Na comparação anual, a queda foi de 4,9%, com 300 mil pessoas a menos nessa condição.
Enquanto o desemprego recuou, a população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas, aumento de 774 mil trabalhadores, ou 0,8%, no trimestre. Em um ano, houve acréscimo de 1,1 milhão de ocupados, equivalente a 1,0%.
O nível da ocupação, que representa a parcela das pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 58,9%. O indicador aumentou 0,3 ponto percentual no trimestre, ante 58,6%, e permaneceu próximo da estabilidade na comparação anual, quando estava em 58,8%.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13,1%, contra 13,3% no trimestre anterior. Em relação ao mesmo período de 2025, houve queda de 1 ponto percentual, de 14,1% para 13,1%. A população subutilizada somou 15 milhões de pessoas, estabilidade no trimestre e redução de 6,5% em um ano, o equivalente a 1 milhão de pessoas.
Entre os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas, o contingente chegou a 4,3 milhões. O número permaneceu estável na comparação trimestral, mas caiu 6,2% em relação ao mesmo período de 2025, uma redução de 286 mil pessoas.
A população fora da força de trabalho foi estimada em 66,4 milhões de pessoas, sem variação significativa no trimestre. Na comparação anual, porém, houve aumento de 0,9%, correspondente a 561 mil pessoas.
A força de trabalho, formada pelas pessoas ocupadas e desocupadas, alcançou 109,3 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto, o maior número da série histórica. O contingente cresceu 0,5% em relação ao trimestre de março a maio, com acréscimo de 493 mil pessoas, e aumentou 0,7% em um ano, com 760 mil pessoas a mais.
Entre os grupamentos de atividade, a indústria geral registrou aumento de 2,0% no trimestre, com 265 mil pessoas a mais ocupadas. A construção teve crescimento de 4,1%, incorporando 306 mil trabalhadores ao contingente ocupado.
Os demais grupamentos de atividade não apresentaram variação significativa no período de março a maio para junho a agosto. Na comparação anual, o destaque foi o setor de transporte, armazenagem e correio, que registrou aumento de 6,1%, com 358 mil pessoas a mais ocupadas.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal apresentou alta de 2,3% entre os trabalhadores dos serviços domésticos na comparação trimestral, equivalente a R$ 33 adicionais. Nos demais grupamentos de atividade, não houve variação significativa no período.
Na comparação com junho a agosto de 2025, o rendimento aumentou 4,0% na indústria, com acréscimo de R$ 141; 4,8% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com R$ 140 a mais; e 4,6% nos serviços domésticos, com aumento de R$ 64.
Considerando a posição na ocupação, o rendimento do trabalhador doméstico cresceu 2,3% no trimestre, equivalente a R$ 33. As demais categorias não apresentaram variação significativa.
Na comparação anual, o rendimento aumentou entre empregados com carteira de trabalho assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria. Os empregados com carteira tiveram alta de 2,4%, ou R$ 81; os trabalhadores domésticos, de 4,6%, ou R$ 64; e os trabalhadores por conta própria, de 5,3%, ou R$ 159.
A população desalentada foi estimada em 2,4 milhões de pessoas e permaneceu estável na comparação trimestral. Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 11,9%, equivalente a 317 mil pessoas.
O percentual de pessoas desalentadas permaneceu em 2,1% no trimestre e caiu 0,3 ponto percentual em um ano, passando de 2,4% para 2,1%.
O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões, o maior contingente da série histórica. O resultado permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2025.
O contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado foi estimado em 13,7 milhões e também não apresentou variação significativa no trimestre ou no ano. O número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões, mantendo estabilidade nas duas comparações.
Os trabalhadores domésticos somaram 5,5 milhões de pessoas, igualmente sem variação significativa no trimestre e na comparação anual.
A taxa de informalidade alcançou 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre encerrado em maio, o índice era de 37,3%, com 38,3 milhões de trabalhadores, enquanto no mesmo período de 2025 chegava a 38,0%, com 38,9 milhões de pessoas.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777. O valor permaneceu estável na comparação trimestral e apresentou crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde ao total recebido pelos trabalhadores, chegou a R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. O montante cresceu 1,4% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,2 bilhões, e 4,8% em um ano, com aumento de R$ 17,5 bilhões.
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