top of page

PUBLICADO EM:

28 de setembro de 2026 às 09:55:31

POR:

Irã alerta para guerra apocalíptica em caso de nova agressão estadunidense

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para responder a qualquer agressão, mesmo que ela desencadeie uma guerra apocalíptica. Em declarações divulgadas no domingo, após entrevista à emissora estadunidense NBC News, o chanceler reafirmou que Teerã busca uma solução diplomática, mas não aceitará ataques contra seu território. Araghchi também denunciou o descumprimento de acordos anteriores por Washington e questionou a disposição do governo de Donald Trump para retomar as negociações.


Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

“ O presidente Pezeshkian e eu não viemos a Nova York para promover a guerra. Viemos para forjar a paz. No entanto, o Irã se mantém firme contra qualquer agressão, mesmo que ela desencadeie uma guerra apocalíptica”, declarou Araghchi em mensagem publicada após sua participação no programa Meet the Press, da NBC News.


O chanceler reiterou que o governo iraniano permanece disposto a negociar, desde que as tratativas resultem em compromissos concretos. “O Irã está preparado para uma diplomacia real”, afirmou, ressaltando que a disposição para o diálogo não significa aceitar ameaças ou renunciar ao direito de responder a uma agressão.


Durante a entrevista, Araghchi abordou as negociações anteriores com os Estados Unidos e afirmou que a experiência com Washington comprometeu as condições necessárias para a retomada das conversações. Segundo o ministro, embora a diplomacia continue sendo uma possibilidade, as ações do governo estadunidense nos últimos dois anos não oferecem garantias para a abertura de novas negociações.


O chanceler afirmou que Teerã exige o cumprimento de compromissos assumidos anteriormente pelos Estados Unidos. As reivindicações iranianas, conforme explicou, estão relacionadas a acordos já negociados entre os dois países, incluindo o memorando de entendimento assinado em junho, que estabeleceu condições para o encerramento das hostilidades.


Araghchi ressaltou que o Irã não abandonou a possibilidade de uma solução diplomática, mas considera que as ações de Washington comprometem a credibilidade das negociações. O ministro lembrou que os Estados Unidos realizaram ataques contra o território iraniano enquanto as tratativas diplomáticas ainda estavam em andamento e, posteriormente, descumpriram compromissos assumidos em acordos anteriores.


A posição de Teerã também foi reiterada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que declarou que o Irã já não confia nos Estados Unidos após os ataques realizados durante as negociações. Para o governo iraniano, a retomada do diálogo depende de compromissos que impeçam a repetição dessas ações.


A crise diplomática ocorre após a agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Em resposta, as Forças Armadas iranianas realizaram ataques contra instalações e alvos estratégicos estadunidenses em diferentes regiões do Oriente Médio, ampliando o alcance das operações militares na região.


O Irã também anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, medida que provocou uma elevação dos preços internacionais do petróleo e afetou o mercado energético. A passagem marítima concentra parte significativa do transporte mundial de petróleo, tornando qualquer interrupção de suas operações um fator de pressão sobre os mercados internacionais.


A escalada militar prolongou-se por sete meses, transformando as operações em uma guerra de desgaste para Washington e provocando uma crise energética nos Estados Unidos e em outros países. Os efeitos sobre o abastecimento e os preços dos combustíveis ampliaram as consequências econômicas da agressão para além do Oriente Médio.


Diante desse cenário, autoridades iranianas têm advertido que uma nova ofensiva estadunidense ou israelense contra o país poderá ampliar a área de confrontação e atingir outros interesses militares na região. Teerã também reiterou que suas Forças Armadas estão preparadas para responder a novos ataques e que qualquer nova agressão poderá provocar uma expansão das operações militares iranianas.

As publicações assinadas por "Clandestino" podem incluir artigos "anônimos", traduções ou repostagens de outros sites, de acordo com as licenças de direitos autorais Creative Commons 4.0.

LANÇAMENTOS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

NOSSA EDITORA

CONTATO

Enviar mensagem

jornalclandestino@icloud.com

​

REDES SOCIAIS

III

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Instagram

MANIFESTO NO PANO / QUEM SOMOS / O QUE FAZEMOS /  PARA ONDE VAMOS

bottom of page