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A ocupação israelense intensifica as incursões na Cisjordânia e prende 21 palestinos

As forças de ocupação israelenses prenderam 21 palestinos, incluindo um jornalista, durante incursões realizadas na madrugada de quinta-feira em diferentes áreas da Cisjordânia ocupada. O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros informou que as detenções ocorreram nas províncias de Belém, Nablus, Salfit e Hebron. As operações incluíram invasões de residências, buscas, apreensão de um veículo e o interrogatório de familiares de um prisioneiro palestino.


Cisjordânia, Palestina ocupada. ©WAFA
Cisjordânia, Palestina ocupada. ©WAFA

De acordo com comunicado do Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros, organização não governamental que acompanha a situação dos detidos palestinos, sete pessoas foram presas na província de Belém, nove em Nablus, quatro em Salfit e um jornalista na província de Hebron.


Em Belém, quatro palestinos foram detidos durante incursões em residências na cidade de Al-Doha, no campo de refugiados de Dheisheh e no bairro de Al-Fawaghra. As forças israelenses também entraram na cidade de Beit Fajjar, ao sul da província, onde prenderam um pai e seus dois filhos depois de revistarem a residência da família e retirarem objetos do local.


A operação em Beit Fajjar ocorreu dentro de uma sequência de incursões israelenses em cidades, aldeias e campos de refugiados da Cisjordânia ocupada. A entrada de forças armadas em áreas residenciais e a detenção de moradores fazem parte do sistema de controle militar mantido por Israel sobre o território palestino ocupado.


Na província de Nablus, dois palestinos foram presos durante uma operação na aldeia de Asira Al-Qibliya, ao sul da cidade. Outro palestino foi detido no campo de refugiados de Askar, enquanto três foram presos na cidade de Awarta.


Outras duas detenções ocorreram em Bazariya, e mais uma foi registrada na Rua Oman, dentro da cidade de Nablus. O conjunto das operações elevou para nove o número de palestinos presos na província durante a madrugada.


Na cidade de Sebastia, situada a noroeste de Nablus, as forças israelenses invadiram uma área e prenderam a mãe e a irmã de um prisioneiro palestino. As duas permaneceram sob interrogatório no local antes de serem libertadas.


Em Salfit, quatro palestinos da cidade de Qarawat Bani Hassan foram presos depois que forças israelenses invadiram suas casas e revistaram seus pertences. Um veículo pertencente a um dos detidos também foi apreendido durante a operação.


Na província de Hebron, um jornalista da cidade de Idhna, a oeste de Hebron, foi preso pelas forças israelenses. A detenção ampliou para 21 o número de palestinos presos durante as incursões registradas na madrugada.


O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros classificou as detenções como parte de uma “política contínua de abuso e prisão arbitrária” contra palestinos e pediu a organizações internacionais e de direitos humanos que intervenham para interromper as violações denunciadas.


As operações de prisão na Cisjordânia ocupada foram intensificadas após 8 de outubro de 2023, um dia depois do início do genocídio contra a população palestina em Gaza. Desde então, incursões israelenses também foram registradas em Jerusalém Oriental ocupada e em diferentes cidades, aldeias e campos de refugiados palestinos.


O período posterior a 8 de outubro de 2023 foi marcado por operações militares, prisões, assassinatos, deslocamentos forçados, demolições de residências palestinas e expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. As incursões passaram a ocorrer dentro de um cenário de ocupação militar e expansão territorial que envolve áreas urbanas, comunidades rurais e terras destinadas à população palestina.


As detenções registradas nesta quinta-feira ocorreram nesse contexto, atingindo moradores em suas residências, familiares de prisioneiros e um profissional da imprensa na cidade de Idhna.

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