A ONU manifesta alarme com o deslocamento em massa no Líbano
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- 4 de jun.
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Quase 200 mil pessoas deixaram subúrbios do sul de Beirute após ordens de evacuação emitidas por Israel. O fluxo de deslocamento ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses no sul do Líbano e à pressão sobre abrigos coletivos já superlotados. A Organização das Nações Unidas afirmou que a continuidade das hostilidades mantém serviços humanitários sob sobrecarga.

A Organização das Nações Unidas informou, na quarta-feira, que cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas dos subúrbios do sul de Beirute após uma ordem de evacuação emitida por Israel em 1º de junho. O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, declarou em coletiva de imprensa: “Estamos profundamente preocupados com as hostilidades em curso, uma vez que as pessoas continuam sendo forçadas a deixar suas casas em busca de segurança”. Ele informou ainda que dezenas de milhares deixaram outras áreas do sul do Líbano nos últimos dias.
Segundo a ONU, aproximadamente 135 mil pessoas estão registradas em abrigos coletivos, com milhares em ruas e áreas costeiras. Dujarric afirmou que os abrigos apresentam sobrecarga e que o deslocamento pressiona sistemas já sob capacidade limitada.
O porta-voz da ONU também relatou impactos sobre o sistema de saúde libanês. Ele afirmou que a organização acompanha efeitos das operações militares israelenses sobre hospitais e unidades médicas em diferentes regiões do país.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) registrou aumento das operações militares na área. Segundo Dujarric, a missão identificou 70 violações do espaço aéreo libanês atribuídas a forças israelenses, cerca de 24 ataques aéreos e um ataque com foguete lançado de helicóptero.
A UNIFIL registrou ainda aproximadamente 826 trajetórias de projéteis disparados por posições das “Forças de Defesa de Israel” ao sul da Linha Azul e dentro da área de operações. A missão também registrou 21 lançamentos de projéteis do norte para o sul, atribuídos a unidades do Hezbollah.
Os ataques israelenses seguem em território libanês apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, posteriormente prorrogado até o início de julho. Desde 2 de março, autoridades libanesas registram cerca de 3.500 mortos e mais de 1,6 milhão de deslocados em decorrência das operações militares.












































