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Ataque israelense no sul do Líbano deixa um capacete-azul morto e três feridos

Um ataque armado contra uma patrulha da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) matou um soldado da paz e deixou outros três feridos no sul do país no sábado, em meio a operações de remoção de artefatos explosivos realizadas pela missão da ONU. A Unifil afirmou que a equipe foi alvo de disparos de armas leves enquanto trabalhava para reabrir uma estrada e restabelecer a comunicação com posições isoladas da organização. Dois dos feridos estão em estado grave e foram levados a instalações médicas para tratamento. A missão abriu investigação e classificou o episódio como um possível crime de guerra sob o direito internacional. O caso reacende a fragilidade da chamada “Linha Azul” e a permanência de grupos armados fora do controle estatal no sul libanês.


Beni, República Democrática do Congo - AFP
Beni, República Democrática do Congo - AFP

O ataque ocorreu na manhã de sábado, horário local, enquanto a patrulha da Unifil realizava a remoção de dispositivos explosivos ao longo de uma via estratégica. Segundo o comunicado oficial da missão, os disparos partiram de atores não estatais, “supostamente o Hezbollah”, durante uma operação considerada essencial para a segurança do deslocamento das forças de paz na região. O soldado morto não resistiu aos ferimentos, enquanto os outros três integrantes da patrulha foram atingidos, com dois em estado grave. A Unifil informou que todos os feridos foram evacuados para atendimento médico imediato.


A missão da ONU condenou o ataque, classificando-o como um “ataque deliberado contra forças de paz no exercício de suas funções”. Em sua declaração, destacou que operações de desativação de explosivos são fundamentais para garantir a segurança em áreas marcadas por instabilidade e presença de armamentos não detonados. A Unifil também afirmou que iniciou uma investigação formal para apurar as circunstâncias do ataque e identificar os responsáveis diretos.

As avaliações iniciais da missão indicam que os disparos foram efetuados por atores não estatais atuantes no sul do Líbano, região onde o equilíbrio entre forças locais, grupos armados e presença internacional permanece instável desde a última escalada de hostilidades. A Unifil reiterou que todos os lados são obrigados, segundo o direito internacional, a garantir a proteção de pessoal e bens das Nações Unidas em qualquer circunstância.


Em seu comunicado, a missão destacou que ataques contra forças de paz constituem violações graves do direito internacional humanitário e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, podendo ser enquadrados como crimes de guerra. A resolução, que estabelece parâmetros para a presença militar no sul do Líbano e a redução de hostilidades na fronteira, segue como referência central do mandato da Unifil, embora frequentemente contestada na prática pelos atores armados na região.


A Unifil também solicitou ao governo do Líbano a abertura de investigação rápida e a responsabilização dos envolvidos no ataque, reforçando a exigência de cooperação estatal diante de ações contra tropas internacionais. O episódio ocorre em uma área marcada por patrulhas regulares da missão de paz e por recorrentes tensões relacionadas à circulação de armamentos e à presença de grupos armados não estatais, que operam paralelamente às estruturas formais de segurança libanesas.

 
 

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