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Crianças e pescadores estão entre os 13 mortos por Israel em bombardeio na Faixa de Gaza

Pelo menos 13 palestinos foram mortos desde 8 de junho em ataques israelenses registrados em diferentes áreas da Faixa de Gaza. Entre as vítimas estão crianças, um pescador e integrantes da polícia palestina, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde palestino e por meios de comunicação locais. Os ataques ocorreram enquanto persistem preocupações sobre o fornecimento de ajuda humanitária ao território palestino após o fechamento temporário da passagem de Karem Abu Salem.


Uma mulher palestina lamenta as vítimas de um ataque aéreo israelense a uma delegacia de polícia em Khan Younis, no sul de Gaza, em 7 de junho de 2026 (Bashar Taleb/AFP).
Uma mulher palestina lamenta as vítimas de um ataque aéreo israelense a uma delegacia de polícia em Khan Younis, no sul de Gaza, em 7 de junho de 2026 (Bashar Taleb/AFP).

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde palestino apontam que nove pessoas morreram no domingo e outras quatro foram mortas na segunda-feira. As ocorrências foram registradas em diferentes regiões da Faixa de Gaza, atingindo áreas de deslocados, bairros urbanos, embarcações de pesca e instalações civis.


Na manhã de segunda-feira, um ataque israelense atingiu tendas utilizadas por palestinos deslocados em al-Mawasi, no sul da Faixa de Gaza. O bombardeio matou dois civis que estavam abrigados no local. Outro ataque, realizado em Jabalia, no norte do território, matou duas pessoas, incluindo uma criança.


Também foi confirmada a morte de Hadeel Ayman Jundiya, de 14 anos. A adolescente morreu em decorrência de ferimentos sofridos em ataques anteriores na Cidade de Gaza.


No bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, quatro palestinos morreram após um ataque contra um veículo nas proximidades da Praça da Palestina. As vítimas estavam no interior do automóvel quando foram atingidas.


No litoral central da Faixa de Gaza, forças navais israelenses abriram fogo contra embarcações de pesca na costa de Deir al-Balah. O ataque matou Muhammad Musa Abu Giab, pescador de 15 anos. Zakaria Bakr, coordenador da União dos Comitês de Pescadores em Gaza, afirmou que outros pescadores foram detidos durante a operação.


Em Khan Younis, no sul do território palestino, cinco pessoas morreram após um bombardeio israelense contra um posto de controle policial localizado a oeste da cidade.


Enquanto os ataques prosseguiam, o Coordenador de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat), órgão militar israelense responsável por assuntos civis relacionados à Faixa de Gaza e à Cisjordânia ocupada, anunciou no domingo o fechamento da passagem de Karem Abu Salem, conhecida em Israel como Kerem Shalom. A medida foi atribuída à escalada militar envolvendo Israel e Irã.


A passagem constitui uma das principais rotas para entrada de alimentos, medicamentos, combustível e outros suprimentos destinados à população palestina. Informações divulgadas posteriormente indicaram que o posto foi reaberto na manhã de segunda-feira, mas organizações humanitárias continuam alertando para o risco de novas interrupções caso a escalada militar prossiga.


A situação humanitária na Faixa de Gaza permanece marcada por restrições ao fluxo de ajuda. Segundo os dados citados no texto-base, o acordo mediado pelo governo estadunidense em outubro previa a entrada de 600 caminhões de ajuda humanitária por dia. O volume autorizado pelas autoridades israelenses teria permanecido em torno de 200 caminhões diários.


Agências das Nações Unidas, organizações de direitos humanos e testemunhas locais relatam escassez de alimentos, água potável, combustível, medicamentos e materiais de primeira necessidade em diferentes áreas do território.


De acordo com o Ministério da Saúde palestino, ao menos 970 palestinos foram mortos por ataques israelenses desde a assinatura do cessar-fogo mencionado no texto-base. Os dados indicam ainda que 119 dessas mortes ocorreram apenas durante o mês de maio.


Segundo os números apresentados pelas autoridades palestinas de saúde, quase 73 mil palestinos foram mortos desde outubro de 2023. O mesmo levantamento afirma que milhares de pessoas continuam desaparecidas ou permanecem sob os escombros de edifícios destruídos pelos bombardeios.

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