Estados do Golfo devem parar de "pedir garantias" de potências estrangeiras
- www.jornalclandestino.org

- 5 de mai.
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Bagai, afirmou em 4 de maio de 2026 que os países do Golfo Pérsico devem encerrar a dependência de potências externas para garantia de segurança. A declaração foi feita em entrevista à Press TV e divulgada em meio ao debate regional sobre presença militar estrangeira. Segundo Baqai, a arquitetura de segurança regional deve ser construída sem interferência externa.

O posicionamento ocorre em meio à presença militar estadunidense em países do Golfo Pérsico e ao uso de bases na região para operações militares. Baqai afirmou que os estados da região “devem parar de tentar ‘tomar emprestado’ segurança de potências extrarregionais” e declarou que a presença militar dos Estados Unidos cria instabilidade e coloca em risco os próprios países anfitriões. Ele afirmou: “A presença militar dos EUA na região é um fardo e só traz insegurança”, ao mencionar o uso de bases militares instaladas em território de países aliados de Washington.
O porta-voz afirmou que o Irã mantém posição de rejeição a qualquer hostilidade contra países árabes do Golfo Pérsico e declarou que qualquer ação defensiva iraniana está direcionada a ativos e bases militares estadunidenses utilizados em operações contra o país. Ele afirmou que essas ações não têm como alvo Estados da região e citou o direito de defesa conforme a Carta das Nações Unidas.
Baqai declarou que o Irã mantém política de evitar escalada com países vizinhos e afirmou que a instabilidade regional decorre da presença de potências externas. Ele disse que a República Islâmica defende a criação de mecanismos regionais de segurança baseados em cooperação entre países do oeste da Ásia e sem participação de atores externos.
O porta-voz afirmou que o Irã não mantém hostilidade contra países árabes do Golfo Pérsico e declarou disposição para relações baseadas em soberania e interesses comuns. Ele afirmou que os iranianos “nunca cedem à pressão” ao tratar de integridade territorial e interesses nacionais.
Baqai afirmou que o Irã conduz negociações com os Estados Unidos em ambiente de desconfiança e citou episódios anteriores de ataques contra o país durante processos diplomáticos em junho do ano anterior e em 28 de fevereiro. Ele declarou que o país mantém atenção durante negociações com Washington e afirmou que não pode ignorar experiências anteriores de confronto simultâneo ao diálogo.
O porta-voz afirmou que o Irã prioriza o fim das operações militares na região e declarou que decisões recentes concentram-se na interrupção de hostilidades em curso. Ele afirmou que o país considera a guerra um fator de impacto regional e internacional.
Baqai declarou que a comunidade internacional deve responsabilizar os Estados Unidos pelas consequências das ações militares na região e afirmou que processos diplomáticos dependem de conduta de Washington. Ele afirmou que a continuidade de negociações depende de sinais de boa-fé por parte dos Estados Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou denúncias apresentadas à Organização das Nações Unidas sobre uso de território e espaço aéreo de países do Golfo Pérsico por forças estadunidenses. A acusação foi registrada como violação de soberania de Estados da região.
Baqai afirmou que a política iraniana busca impedir escalada com países vizinhos enquanto mantém confronto com a origem da instabilidade regional, identificada pelo governo iraniano como presença militar externa.



































