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'Exército entrará em colapso' - Evasão do serviço militar obrigatório e exaustão dos reservistas agravam a crise militar israelense

Segundo mídia israelense, forças armadas enfrentam déficit de cerca de 12 mil soldados, incluindo 6 mil combatentes, em cenário de desgaste, evasão de alistamento e crise política. Relatos indicam que operações em Gaza, Líbano e outras frentes ampliam pressão sobre reservas e unidades regulares. Autoridades militares alertam para risco de colapso do sistema de reservas caso o serviço obrigatório não seja prorrogado.


Soldado Israelense morto em combate contra o Hezbollah. 29 de março de 2026
Soldado Israelense morto em combate contra o Hezbollah. 29 de março de 2026

Segundo relatos da mídia israelense, o exército israelense enfrenta uma crise crescente de efetivo em meio a operações militares prolongadas em múltiplas frentes, com escassez de pessoal, esgotamento de reservistas, aumento da tensão psicológica e impasses políticos sobre o serviço militar.


As informações surgem enquanto Israel mantém operações militares em Gaza, Líbano, Irã, Síria, Iêmen e outras frentes, o que amplia a pressão sobre unidades regulares e forças de reserva e expõe divisões internas sobre a distribuição do serviço militar.


Evasão do alistamento militar


Segundo a mídia israelense, cerca de 38.000 jovens israelenses são classificados como desertores, enquanto outros 52.000 devem integrar essa categoria no futuro próximo.


O jornal israelense Israel Hayom informou que entre 75% e 80% dos que evitam o serviço militar pertencem às comunidades ultraortodoxas Haredi, historicamente contrárias ao recrutamento obrigatório.


O aumento das necessidades operacionais do exército ocorre desde o início das operações em múltiplas frentes. Embora autoridades militares afirmem que o alistamento de judeus ultraortodoxos chegou a cerca de 3.000 recrutas em 2025, o número permanece abaixo da demanda declarada pelas forças armadas.


Os mesmos relatos indicam déficit de aproximadamente 12.000 soldados, incluindo cerca de 6.000 combatentes, o que afeta a formação de novas unidades e a continuidade das operações.


Desgaste em múltiplas frentes


Relatos da mídia israelense indicam que o exército enfrenta esgotamento após mais de dois anos e meio de confrontos em diversas frentes. O Canal 12 informou que dados apresentados à liderança política descrevem desgaste nas forças regulares e de reserva.


O relatório relaciona a situação à condução simultânea de combates em sete frentes e ao número de feridos, que reduz o efetivo disponível, especialmente em unidades de combate.


A pressão recai sobre reservistas, que passaram a sustentar parte central das operações. O Israel Hayom afirma que propostas como ampliar o serviço obrigatório para 36 meses e elevar o serviço de reserva para 70 dias anuais são consideradas soluções parciais.


Segundo o jornal, reservistas já cumprem entre 80 e 100 dias anuais devido à continuidade das operações, incluindo a frente libanesa.


Legislação e impasse político


A capacidade de resposta do exército é afetada por atrasos legislativos. Segundo relatos, mudanças no serviço obrigatório e nas regras de reserva estão paralisadas por disputas na coalizão governamental.


Autoridades militares afirmam que o atraso compromete a prontidão operacional. Uma das preocupações é a dispensa de soldados que ingressaram em julho de 2024, prevista para janeiro de 2027 após 30 meses de serviço, o que pode gerar déficit de cerca de 4.000 combatentes.


Relatos indicam que o exército considera extensões seletivas ou redução de treinamento como medidas temporárias, sem impacto estrutural. Oficiais militares apontam necessidade de ampliação do recrutamento, especialmente entre Haredi.


Crise política


A escassez de pessoal se converteu em disputa política na coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.


Partidos ultraortodoxos defendem manutenção de isenções para estudantes de yeshivas Haredi, enquanto setores políticos e militares defendem mudanças no sistema de recrutamento. Na semana anterior, o Likud apresentou proposta de dissolução do Knesset e antecipação de eleições em meio ao impasse sobre isenções.


Posteriormente, partidos Haredi passaram a reconsiderar a dissolução após mensagens do governo indicando tentativa de avanço em nova legislação sobre o serviço militar.


Fadiga de combate


A crise de efetivo também é associada ao desgaste físico e psicológico das tropas. A mídia israelense relata aumento de casos de trauma entre soldados que retornam do genocídio em Gaza, onde o exército conduziu operações descritas por organizações internacionais como envolvendo crimes de guerra e genocídio.


O Canal 12 informou aumento do cansaço entre tropas enviadas repetidamente para zonas de combate e elevação de baixas operacionais por ferimentos e desgaste.


O número de mulheres em funções de combate chegou a 5.200, representando 21% do sistema de combate, segundo o Canal 12.


Alerta do comando militar


Em 10 de maio, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, afirmou à Comissão de Relações Exteriores e Segurança do Knesset que o sistema de reservas pode colapsar sem ampliação do serviço obrigatório.


Zamir declarou que o exército atingiu o nível mínimo de efetivo e necessita de novos soldados. Ele também se posicionou contra propostas de redução do tempo de serviço feminino.


“Se cada um servir apenas de acordo com suas próprias condições, o exército entrará em colapso”, afirmou Zamir, segundo o jornal Yedioth Ahronoth.

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