Fronteira de Rafah foi reaberta após um funcionário da OMS ter sido morto por fogo israelense
- www.jornalclandestino.org

- 13 de abr.
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A passagem de Rafah foi reaberta em 12 de abril de 2026 para evacuar pacientes críticos da Faixa de Gaza ao Egito. A retomada ocorreu após seis dias de suspensão provocada pelo assassinato do funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS), Majdi Mustafa Aslan, baleado por forças israelenses. Ao todo, 69 pessoas foram transferidas, incluindo 27 pacientes e 42 acompanhantes, segundo o Crescente Vermelho Palestino. Entre os evacuados estão 11 crianças com câncer sem acesso a tratamento no território sitiado. Apesar da reabertura, Israel mantém severas restrições à entrada de ajuda humanitária, limitando o fluxo diário a cerca de 30 pessoas.

A evacuação foi coordenada a partir de um hospital em Khan Younis, no sul de Gaza, onde ambulâncias transportaram pacientes pediátricos até a fronteira em operações supervisionadas por equipes humanitárias. O bloqueio prolongado e os bombardeios constantes, conduzidos pelas forças israelenses, destruíram grande parte da infraestrutura médica do enclave palestino, tornando impossível o atendimento de casos complexos. A própria OMS havia suspendido todas as transferências em 6 de abril, após um de seus veículos, claramente identificado, ser alvo direto de disparos, deixando dois funcionários feridos além da morte de Aslan.
O assassinato do motorista da OMS expôs mais uma vez a vulnerabilidade das operações humanitárias sob o controle militar israelense, que condiciona o acesso a cuidados básicos a decisões políticas e militares. A organização exigiu garantias de segurança antes de retomar qualquer operação, evidenciando a ausência de mecanismos efetivos de proteção para trabalhadores humanitários em Gaza. Mesmo com a retomada parcial, o volume de evacuações permanece drasticamente insuficiente diante da dimensão da crise.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 18.500 pessoas necessitam urgentemente de tratamento médico fora do território para sobreviver. Esse número inclui milhares de crianças com doenças graves, agravadas tanto pelos bombardeios quanto pelo bloqueio total de insumos médicos, combustível e equipamentos essenciais. A destruição sistemática do sistema de saúde, combinada ao cerco contínuo, insere-se no contexto mais amplo do genocídio contra a população palestina desde 7 de outubro de 2023.
Apesar da reabertura de Rafah, as autoridades israelenses seguem impedindo a entrada regular de ajuda humanitária pela passagem, mantendo o controle estrito sobre quem pode sair e em que condições. O Ministério da Saúde de Gaza informou que não haverá operações na segunda-feira, 13 de abril, devido a um feriado no lado egípcio, o que interrompe novamente as já limitadas evacuações médicas. Organizações internacionais insistem na necessidade de corredores humanitários permanentes, mas seguem confrontadas por uma política de bloqueio que transforma assistência básica em exceção intermitente sob fogo militar.



































