O Hezbollah destrói um lançador do sistema Domo de Ferro
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- 2 de jun.
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O Hezbollah anunciou em 1º de junho a destruição de um lançador do sistema antimíssil Domo de Ferro instalado em uma base militar israelense próxima à fronteira com o Líbano. O movimento também informou o abate de dois drones Hermes 450 e uma série de ataques contra posições, veículos e concentrações militares israelenses em diferentes setores da frente de combate. As operações ocorreram em meio à continuidade da ofensiva israelense contra o Líbano, que já deixou milhares de mortos, feridos e deslocados desde março.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Movimento de Resistência Islâmica Libanês afirmou que um drone carregado com explosivos atingiu e destruiu um lançador do sistema Domo de Ferro instalado na base militar de Biranit, localizada no norte dos territórios palestinos ocupados por Israel, próximo à fronteira libanesa.
Imagens divulgadas pelo próprio movimento mostram o equipamento aéreo sobrevoando a instalação militar antes de atingir diretamente o sistema antimíssil. O Domo de Ferro constitui uma das principais estruturas da rede de defesa aérea israelense, desenvolvida para interceptar foguetes e projéteis lançados contra áreas controladas por Israel.
Além da destruição do lançador, as unidades de defesa aérea do Hezbollah anunciaram o abate de dois drones táticos multifuncionais Hermes 450 utilizando mísseis terra-ar. Segundo o comunicado, uma das aeronaves foi derrubada sobre o Vale do Bekaa, enquanto a segunda foi atingida durante voo sobre uma região do sudoeste do Líbano.
O Hermes 450 integra a frota de drones empregada por Israel em missões de vigilância, reconhecimento e apoio operacional. O uso de sistemas terra-ar pela Resistência Libanesa indica a ampliação das capacidades de enfrentamento contra aeronaves israelenses que operam sobre o espaço aéreo libanês.
No mesmo dia, o Hezbollah informou ter lançado ataques com foguetes e artilharia contra concentrações de tropas israelenses posicionadas nos arredores orientais de Yohmor al-Shaqif, no sul do Líbano. O movimento declarou que os projéteis atingiram os alvos designados e provocaram baixas entre os militares israelenses.
Outra operação teve como alvo uma instalação militar israelense localizada em Tiberíades. Segundo o Hezbollah, a posição foi atingida por uma saraivada de foguetes enquanto outras unidades continuavam atacando bases militares, veículos blindados e infraestrutura utilizada pelas forças israelenses ao longo da linha de fronteira.
O movimento informou ter realizado 32 operações militares contra Israel durante o período mencionado no relatório divulgado pela HispanTV.
Entre as ações anunciadas, o Hezbollah declarou ter destruído dois veículos blindados Namer mediante o emprego de drones suicidas Ababil na localidade de Debel, no sul do Líbano. Os blindados Namer são utilizados pelo exército israelense em operações terrestres e transporte de tropas.
A Resistência Libanesa também informou a neutralização de um radar militar israelense instalado nas proximidades de Qalat al-Shaqif. Segundo o movimento, o equipamento era utilizado para interferir nas operações conduzidas por drones da resistência.
Outras operações foram registradas nas localidades de Qaouzah e Maroun al-Ras, onde combatentes do Hezbollah atacaram agrupamentos de soldados israelenses. O movimento também anunciou ataques com mísseis contra infraestrutura militar israelense localizada na cidade de Safed.
Os acontecimentos ocorrem em um momento em que veículos de comunicação israelenses passaram a reconhecer dificuldades enfrentadas pelas forças militares do país diante da ampliação das operações da Resistência Libanesa.
Segundo reportagem divulgada pelo Canal 13 de Israel, autoridades militares israelenses demonstraram preocupação com a intensidade dos ataques conduzidos pelo Hezbollah e com as mudanças implementadas pelo movimento em sua estratégia operacional. A emissora informou que setores do exército israelense foram surpreendidos pela dimensão das ações envolvendo drones, foguetes e ataques coordenados contra instalações militares.
A ampliação das operações ocorre desde 2 de março, data em que o Hezbollah declarou o início de sua campanha militar em resposta aos ataques israelenses contra o Irã, às violações do cessar-fogo firmado em 2024 e à permanência da ocupação israelense em áreas do sul do território libanês.
O confronto ocorre em um cenário marcado pela expansão das operações militares israelenses em diferentes frentes da Ásia Ocidental, processo sustentado por apoio político, financeiro, diplomático e militar estadunidense. A continuidade dessa política tem ampliado o número de vítimas civis e deslocados em diversos territórios da região.
De acordo com dados divulgados pelas autoridades libanesas e reproduzidos pela HispanTV, os ataques israelenses deixaram mais de 3.411 mortos desde o início da atual escalada militar. O número de feridos ultrapassou 10.268 pessoas, enquanto cerca de 1,6 milhão de habitantes foram deslocados de suas residências.
Nas 24 horas anteriores à publicação da reportagem, autoridades libanesas registraram a morte de 31 civis em ataques israelenses. Outras 40 pessoas ficaram feridas.



































