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Kim Jong Un promete apoio à política russa e reforça aliança em defesa da “soberania”

O líder norte-coreano Kim Jong Un recebeu em Pyongyang o ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, em 26 de abril, em um encontro marcado por declarações de apoio explícito à política de Moscou. Durante a reunião, Kim afirmou que a República Popular Democrática da Coreia continuará apoiando “integralmente” a política russa de proteção da soberania, integridade territorial e segurança nacional. O dirigente norte-coreano declarou ainda que o exército e o povo da Rússia “certamente alcançarão a vitória em sua justa e sagrada luta”, segundo a agência KCNA. A reunião também mencionou cooperação militar anterior, incluindo a alegação de eliminação conjunta de militantes que atuavam em uma região fronteiriça russa e a “libertação” da região de Kursk. O encontro ocorreu em meio à deterioração das tensões globais e ao aprofundamento das alianças militares fora do eixo ocidental liderado por Washington.


O líder norte-coreano Kim Jong Un recebeu em Pyongyang o ministro da Defesa russo, Andrey Belousov
O líder norte-coreano Kim Jong Un recebeu em Pyongyang o ministro da Defesa russo, Andrey Belousov

Em Pyongyang, o ministro da Defesa russo Andrey Belousov foi recebido por Kim Jong Un em uma agenda que reforçou a convergência política e militar entre Moscou e a capital norte-coreana. Segundo a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), Kim destacou que a visita ocorreu em um “momento notável” das relações bilaterais e expressou gratidão pelos esforços russos na consolidação da aliança entre os dois países.


No encontro, Kim Jong Un declarou: “O governo da República Popular Democrática da Coreia continuará a apoiar integralmente a política da Rússia voltada para a proteção da soberania estatal, da integridade territorial, da segurança nacional e dos interesses do país. O exército e o povo da Rússia certamente alcançarão a vitória em sua justa e sagrada luta”. A KCNA relatou ainda que o líder norte-coreano ressaltou avanços militares conjuntos, mencionando operações anteriores contra grupos armados em áreas fronteiriças russas e a consolidação do controle na região de Kursk.

O encontro também incluiu discussões sobre a conjuntura internacional e regional, descrita pela agência norte-coreana como marcada por instabilidade crescente. As partes trocaram opiniões sobre temas estratégicos de interesse mútuo, em um contexto em que alianças militares fora da órbita da OTAN se intensificam como resposta direta à expansão histórica do intervencionismo militar liderado por Washington e seus aliados europeus, que continuam a estruturar a ordem internacional a partir de sanções, bases militares e guerras por procuração.


A visita de Belousov a Pyongyang ocorre em paralelo ao fortalecimento de cooperação militar e tecnológica entre Rússia e Coreia do Norte, enquanto ambos os países enfrentam pressão econômica e política de potências ocidentais. Nesse cenário, a aproximação é apresentada por Moscou e Pyongyang como parte de uma arquitetura alternativa de segurança internacional, em oposição ao sistema global hegemonizado pelos Estados Unidos e suas alianças militares, que historicamente operam como instrumentos de contenção geopolítica e projeção de poder em diferentes regiões do mundo.

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