Manteremos firme nosso apoio ao Irã, Líbano e Palestina
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- 18 de mai.
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O líder do movimento Ansar Allah no Iêmen declarou apoio ao Irã, ao Líbano e à resistência palestina após o assassinato de um comandante das Brigadas Ezzedin Al-Qassam em Gaza. Seyed Abdulmalik al-Houthi acusou Israel de manter operações de assassinato, cerco e ataques contra palestinos em meio ao genocídio na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. A declaração foi divulgada pela emissora iraniana HispanTV neste domingo, 17 de maio.

Seyed Abdulmalik al-Houthi afirmou que o Iêmen manterá sua posição “ao lado do povo oprimido de Gaza, do restante do povo palestino oprimido e do restante de nossa nação islâmica no Líbano, Irã e em outros lugares”. A fala ocorreu após a morte de Ezzedin al-Haddad, comandante das Brigadas Ezzedin Al-Qassam, braço militar do Hamas, assassinado por Israel na Faixa de Gaza no sábado, segundo a HispanTV.
O líder de Ansar Allah apresentou condolências à família de al-Haddad e classificou o episódio como “um crime hediondo e brutal cometido pelo inimigo sionista na Faixa de Gaza”. Na declaração reproduzida pela emissora iraniana, ele afirmou que o assassinato integra “uma série de crimes sionistas” realizados contra palestinos desde o início do genocídio em Gaza.
Al-Houthi citou operações militares israelenses, cercos, assassinatos e ações contra a Cisjordânia e a Mesquita de Al-Aqsa. Segundo ele, “campanhas para profanar a Mesquita de Al-Aqsa” também fazem parte da ofensiva conduzida por Israel contra os palestinos.
A declaração ocorre em meio à escalada regional envolvendo Irã, Iêmen, Líbano e Palestina diante das operações militares israelenses apoiadas pelo aparato político, militar e diplomático estadunidense. A HispanTV informou que o Iêmen considera que a continuidade das ações militares conjuntas entre Estados Unidos e Israel contra o Irã pode provocar uma ampliação regional do confronto.
Seyed Abdulmalik al-Houthi declarou que “esses grandes sacrifícios apenas aumentam a força, a vontade, a paciência e a continuidade da jihad das Brigadas al-Qassam e de outros grupos da Resistência”. Ele também afirmou que combatentes do chamado Eixo da Resistência mantêm operações contra “os inimigos de Deus”.
O dirigente iemenita declarou ainda acreditar em uma derrota israelense no processo em curso. “Nossa confiança na vitória de Deus contra este ataque sionista à nação islâmica é muito alta”, afirmou.
A HispanTV relacionou a posição do Iêmen à atuação militar conduzida por Ansar Allah no Mar Vermelho desde o início do genocídio em Gaza, em outubro de 2023. O movimento passou a lançar mísseis e drones contra alvos israelenses e navios militares estadunidenses em solidariedade aos palestinos e ao Irã.
O texto publicado pela emissora iraniana também menciona ameaças iemenitas de fechamento do estreito de Bab el-Mandeb em apoio ao Irã. A passagem marítima conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e integra uma das principais rotas comerciais de energia e mercadorias do planeta. O estreito é apontado ao lado de Ormuz como eixo estratégico para circulação internacional de petróleo e cargas marítimas.
Segundo a HispanTV, a aproximação política e militar entre Iêmen, Palestina, Líbano e Irã ocorre em resposta às ações israelenses e à presença militar estadunidense na região. A emissora descreve o alinhamento entre esses grupos como parte de uma estratégia comum “contra a ocupação e a agressão israelense-americana”.
O texto também afirma que as pressões militares e políticas conduzidas por Israel e pelos Estados Unidos não produziram enfraquecimento das organizações armadas alinhadas ao Eixo da Resistência. De acordo com a publicação, os movimentos envolvidos avaliam que os ataques contribuíram para ampliar “a coesão, a resiliência e a continuidade do percurso de resistência contra as políticas de ocupação”.
A HispanTV destacou ainda episódios recentes envolvendo o Iêmen, incluindo a derrubada de um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos em Marib e declarações sobre eventual ampliação das operações militares no Mar Vermelho. A emissora também publicou análises relacionando a atuação militar do Iêmen ao avanço da crise regional após operações israelenses em Gaza e ataques contra o Irã.



































