Putin apoia propostas de Trump para a paz na Ucrânia
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- 5 de jun.
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O presidente russo Vladimir Putin afirmou que o patriotismo e a determinação da população russa constituem o principal elemento para o cumprimento dos objetivos da operação militar russa na Ucrânia. A declaração foi feita durante encontro com executivos de agências internacionais de notícias no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. No mesmo evento, Putin comentou propostas de negociações, relações entre Rússia e Ucrânia e iniciativas apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante a sessão realizada no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), Putin declarou que a Rússia dispõe de meios militares que não encontram correspondência nas capacidades ucranianas. Ao abordar o tema, citou sistemas de ataque de nova geração, incluindo mísseis hipersônicos empregados pelas forças russas.
Segundo o presidente russo, entretanto, a capacidade militar não representa o único elemento envolvido na campanha conduzida por Moscou. “E há algo mais que é o mais importante”, afirmou Putin ao destacar o que classificou como patriotismo e vontade do povo russo.
Putin sustentou que o apoio popular permanece como fator para a continuidade dos objetivos estabelecidos pelo governo russo desde o início da operação militar. A declaração ocorreu em meio à continuidade dos combates e das negociações diplomáticas envolvendo Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e países europeus.
No mesmo período, o Kremlin comentou uma carta aberta enviada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a Putin. O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, confirmou que o documento havia sido recebido pelas autoridades russas.
“Sim, nós vimos. O presidente ainda não teve a oportunidade de analisá-lo”, declarou Peskov ao jornalista Pavel Zarubin.
O porta-voz informou que leu pessoalmente o conteúdo da mensagem e acrescentou que o documento seria apresentado a Putin após o encerramento da parte oficial da visita do presidente russo ao presidente do Uzbequistão.
De acordo com as informações divulgadas, a carta enviada por Zelensky defendia negociações diretas entre Rússia e Ucrânia, um cessar-fogo total e uma reunião presencial entre os dois chefes de Estado.
Ainda durante os debates realizados no SPIEF, Putin voltou a abordar as relações históricas entre russos e ucranianos. O presidente afirmou que a Ucrânia constitui um país onde a língua russa mantém presença na vida cotidiana da população.
Putin acrescentou que pessoas identificadas como nacionalistas ucranianos utilizam o idioma russo em suas atividades diárias. As observações foram apresentadas no contexto de uma discussão sobre vínculos históricos, culturais e linguísticos entre os dois países, tema presente nos discursos do governo russo desde o início da crise entre Moscou e Kiev.
O presidente russo também comentou propostas relacionadas a um possível processo de paz apresentadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao tratar do assunto, Putin afirmou que as iniciativas podem servir como ponto de partida para futuras negociações.
“As propostas feitas pelo presidente Trump, como já disse, podem muito bem servir de base para acordos de paz”, declarou.
Apesar disso, Putin afirmou que qualquer entendimento dependerá de concessões por parte dos envolvidos. Segundo ele, processos de negociação exigem disposição para acordos e reconhecimento das demandas apresentadas por cada lado.
Ao comentar o papel dos países europeus, Putin afirmou que a União Europeia poderia atuar em favor de um acordo caso concentrasse seus esforços em negociações políticas em vez do fornecimento de armamentos para Kiev.
“A União Europeia poderia desempenhar um papel positivo, mas não através do fornecimento de armas. Poderia ajudar persuadindo as autoridades de Kiev a aceitarem os compromissos que discutimos em Anchorage”, declarou.
Segundo Putin, as autoridades ucranianas têm conhecimento de que um eventual acordo de longo prazo depende dos entendimentos alcançados entre Rússia e Estados Unidos após a cúpula realizada no Alasca.
As declarações foram feitas durante as discussões do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, encontro utilizado pelo governo russo para apresentar posições sobre economia, relações internacionais e o andamento das negociações relacionadas à operação militar na Ucrânia.












































