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Relatores da ONU cobram medidas contra superlotação de prisões na França

A Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou do governo francês a adoção de medidas para enfrentar a superlotação nas prisões do país após uma missão de inspeção que avaliou as condições de detenção em 18 estabelecimentos prisionais. A visita foi realizada por integrantes do Subcomitê para a Prevenção da Tortura da ONU. Os especialistas afirmaram que a situação observada afeta os direitos das pessoas privadas de liberdade e produz efeitos que ultrapassam os muros do sistema penitenciário.


Durante a missão, os relatores independentes do Subcomitê para a Prevenção da Tortura examinaram as condições de presos e detidos em diferentes instalações francesas. As conclusões preliminares apontaram a existência de problemas relacionados à superlotação carcerária, levando o grupo a solicitar ações por parte das autoridades francesas para alterar o quadro identificado durante as inspeções.


A presidente da delegação, Suzanne Jabbour, declarou que a superlotação compromete direitos dos detentos e produz consequências que alcançam outros setores da sociedade francesa. A observação foi apresentada após a análise das condições verificadas nos 18 presídios visitados pela missão da ONU.

Os especialistas também mencionaram o trabalho de organismos independentes de fiscalização existentes na França, incluindo o controlador-geral dos locais de privação de liberdade. Apesar desse reconhecimento, o grupo defendeu a adoção de mecanismos institucionais por parte do Estado francês para ampliar a supervisão das condições de encarceramento e garantir acompanhamento permanente das unidades de detenção.


As observações preliminares e as recomendações elaboradas pela missão foram entregues às autoridades francesas ao término da visita. O relatório final produzido pelo Subcomitê para a Prevenção da Tortura permanecerá confidencial, conforme os procedimentos do órgão, mas os relatores incentivaram o governo francês a divulgar publicamente o documento para permitir o acompanhamento das medidas propostas.


A missão marcou a primeira visita do Subcomitê para a Prevenção da Tortura à França desde a adesão do país, em 2008, ao Protocolo Facultativo da Convenção contra a Tortura. O tratado obriga os Estados signatários a permitir inspeções sem aviso prévio em todos os locais onde pessoas permanecem privadas de liberdade, incluindo prisões, centros de detenção e outras instalações sob custódia estatal.


Os relatores responsáveis pela missão atuam de forma independente das Nações Unidas e não recebem remuneração pelo exercício de suas funções, conforme informado pela própria ONU News em reportagem publicada em 1º de junho de 2026.

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