“Sabemos muito bem que esta situação é intolerável para os EUA, e ainda nem sequer começamos.” Mohamad Baqer Qaslibaf
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- 5 de mai.
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O presidente do Parlamento iraniano afirmou em 5 de maio de 2026 que o país prepara novas ações no Estreito de Ormuz diante da ofensiva estadunidense. A declaração ocorre após Washington ordenar operações militares para romper o controle iraniano sobre a rota energética. Teerã mantém restrições à navegação desde abril e condiciona a reabertura ao fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qaslibaf, declarou em mensagem publicada em 4 de maio em sua conta no LinkedIn que “uma nova equação está se formando no Estreito de Ormuz” e acusou os Estados Unidos e aliados de comprometerem a segurança da navegação ao violarem o cessar-fogo e imporem bloqueio naval contra o Irã. Segundo ele, “o mal deles será detido”, ao indicar resposta às ações de Washington. Qaslibaf também afirmou que o fechamento do estreito representa uma situação que “os Estados Unidos não poderão suportar” e acrescentou: “Sabemos muito bem que esta situação é intolerável para os EUA, e ainda nem sequer começamos”.
As declarações ocorrem no contexto da ofensiva militar iniciada no final de fevereiro de 2026 pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com impacto direto sobre o fluxo global de energia no Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% do petróleo transportado no mundo, o que o torna ponto central da disputa. Desde o início das hostilidades, forças iranianas assumiram controle do tráfego marítimo na região, autorizando apenas embarcações classificadas como não hostis e que cumpram protocolos de segurança estabelecidos por Teerã.
O governo iraniano afirma que não reabrirá completamente o estreito enquanto persistir o bloqueio imposto aos seus portos, em vigor desde 13 de abril. A medida estadunidense interrompeu fluxos comerciais iranianos e ampliou a escalada econômica paralela às operações militares. Autoridades iranianas tratam o bloqueio como ato de guerra e vinculam qualquer flexibilização no tráfego marítimo à retirada dessas restrições.
Em 5 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que forças militares estadunidenses tentassem romper o controle iraniano sobre o estreito e garantissem a passagem de navios comerciais. A ordem inclui escolta naval e possivelmente operações diretas contra posições iranianas, segundo declarações oficiais divulgadas em Washington.
Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica declarou que qualquer tentativa de travessia sem coordenação com autoridades iranianas será considerada violação e enfrentará reação imediata. A força afirmou que mísseis e drones poderão ser utilizados contra embarcações militares ou comerciais que ignorem os avisos emitidos por Teerã. Segundo o comunicado, a ação visa impedir a imposição de um “corredor” controlado por forças externas na região.
O posicionamento iraniano também foi reforçado por outras autoridades, que alertaram que o custo de qualquer ação militar contra o país ultrapassará o limite de tolerância dos Estados Unidos e de Israel. A estratégia de Teerã combina controle territorial do estreito com pressão econômica sobre o mercado energético global, ao restringir uma das principais rotas de exportação de petróleo.
A escalada no Estreito de Ormuz ocorre em meio a um histórico de presença militar estrangeira no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos mantêm bases e frotas navais desde o século XX. O controle da região sempre esteve ligado à disputa por rotas energéticas e à imposição de influência sobre países produtores, cenário que se intensifica com a tentativa atual de Washington de reverter o domínio iraniano sobre o estreito.
Desde o início do confronto em fevereiro, Teerã tem adotado medidas graduais de restrição ao tráfego marítimo, ampliando o controle conforme a pressão militar e econômica aumenta. A atual fase do conflito inclui não apenas operações militares diretas, mas também disputas sobre seguros marítimos, rotas comerciais e acesso a portos, ampliando o impacto sobre cadeias globais de energia e transporte.



































