Seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026 usará broches com o número 168 em homenagem às vítimas de Minab
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A seleção iraniana de futebol chegou ao México para a Copa do Mundo de 2026 usando broches com a inscrição “#168”, em referência às vítimas do ataque contra uma escola primária na cidade de Minab. A homenagem foi realizada durante o desembarque da delegação em Tijuana, no domingo, 8 de junho, poucos dias antes da estreia da equipe no torneio. O gesto remete às 168 pessoas mortas no ataque de 28 de fevereiro, episódio que se tornou um dos principais símbolos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
![Jogadores da seleção iraniana de futebol chegam ao aeroporto de Tijuana, no México, usando um broche dourado com o número 168 [Getty]](https://static.wixstatic.com/media/3a76c2_5ab3c12727f340b8ab94adc88d39ccf1~mv2.jpg/v1/fill/w_980,h_551,al_c,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,enc_avif,quality_auto/3a76c2_5ab3c12727f340b8ab94adc88d39ccf1~mv2.jpg)
Os jogadores iranianos desembarcaram de um voo procedente da Turquia usando blazers azuis e camisetas brancas. Em cada casaco havia um pequeno broche dourado com o número “168”, referência ao total de mortos no ataque que atingiu a escola primária Shajareh Tayyebeh, localizada em Minab, cidade portuária do sul do Irã.
Segundo informações publicadas pelo The New Arab em 9 de junho, a maioria das vítimas era composta por meninas matriculadas na escola. O ataque ocorreu em 28 de fevereiro, durante os primeiros estágios da atual escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.
Autoridades iranianas atribuem o ataque aos Estados Unidos. O governo do presidente estadunidense Donald Trump não reconheceu formalmente participação na ação. Ainda assim, o Secretário de Guerra estadunidense Pete Hegseth anunciou no início de março a abertura de uma investigação sobre o episódio. Na ocasião, o Washington Post descreveu a medida como um reconhecimento indireto do envolvimento estadunidense no ataque.
Desde então, o caso de Minab passou a ocupar posição central na narrativa pública iraniana sobre a guerra. Órgãos de imprensa estatais transformaram mochilas escolares cor-de-rosa em símbolo de luto pelas crianças mortas. Em uma partida amistosa disputada neste ano em Antalya, na Turquia, a seleção iraniana espalhou fileiras de mochilas infantis sobre o gramado enquanto o hino nacional era executado.
A utilização dos broches durante a chegada ao México representa a continuidade dessa homenagem em território da Copa do Mundo. O gesto ocorreu em meio aos preparativos da equipe iraniana para o torneio e diante das consequências políticas impostas pelo confronto entre Teerã e Washington.
A participação iraniana na Copa do Mundo de 2026, cuja abertura está marcada para 11 de junho e que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá, ocorre sob restrições impostas às autoridades esportivas do país. De acordo com a reportagem, cerca de 15 dirigentes iranianos, entre eles o presidente da federação de futebol do Irã, Mehdi Taj, tiveram pedidos de visto negados pelas autoridades estadunidenses.
As restrições também atingem a rotina da delegação durante a competição. Conforme as regras informadas à equipe iraniana, os jogadores poderão ingressar em território estadunidense apenas nos dias de partidas oficiais. A delegação permanecerá baseada no México e deverá retornar ao país após cada compromisso realizado nos Estados Unidos.
O Irã fará sua estreia na Copa do Mundo em 15 de junho, na cidade de Los Angeles, onde enfrentará a seleção da Nova Zelândia.



































