"Trump precisa 'dar algo em troca à China' para concluir o acordo." Afirma especialista chinês
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- 13 de mai.
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O diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan, Wu Xinbo, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá de fazer concessões à China para alcançar acordos com Pequim. A declaração foi publicada nesta terça-feira (13) pelo jornal China Daily antes da visita oficial de Trump à China entre os dias 13 e 15 de maio. O encontro ocorre em meio à disputa entre Washington e Pequim por comércio, tecnologia, Taiwan e influência sobre cadeias produtivas globais.

Segundo Wu Xinbo, a política estadunidense para a China passou por mudanças desde o primeiro mandato de Trump. “Acho que a política de Trump em relação à China passou por algum tipo de ajuste. Por um lado, ele quer estabilizar essa relação. Ao mesmo tempo, sua abordagem está se tornando cada vez mais transacional. Ele não só quer obter o que deseja, como também percebe que precisa dar algo em troca à China”, declarou o diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fudan em entrevista ao China Daily.
Wu afirmou que a posição chinesa diante dos Estados Unidos mudou desde a primeira visita de Trump a Pequim, realizada em novembro de 2017. “Em comparação com 2017, quando Trump visitou a China pela primeira vez, a China de hoje surge como um adversário mais formidável para os EUA, porque a China é mais poderosa, mais confiante e mais determinada a defender seus interesses nacionais”, disse.
O acadêmico declarou que Trump passou a reconhecer limites na política de confronto econômico adotada por Washington contra Pequim. “O presidente dos EUA percebeu que as relações China-EUA não são necessariamente um jogo de soma zero e que somente estabilizando essas relações os EUA poderão se beneficiar dela”, afirmou.
A visita de Trump à China ocorrerá entre os dias 13 e 15 de maio. Segundo a Casa Branca, o presidente estadunidense viajará acompanhado de uma delegação formada por empresários e representantes do setor corporativo.
Entre os temas previstos para as reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, estão comércio bilateral, Taiwan, relações militares e a situação envolvendo o Irã. O encontro ocorre após anos de disputa tarifária, sanções tecnológicas, restrições comerciais e pressão estadunidense contra empresas chinesas ligadas aos setores de semicondutores, inteligência artificial e telecomunicações.
Desde o início da escalada econômica entre Washington e Pequim durante o primeiro governo Trump, os Estados Unidos passaram a utilizar tarifas, bloqueios tecnológicos e mecanismos de controle industrial como instrumentos de contenção ao crescimento chinês. Em resposta, a China ampliou investimentos em soberania tecnológica, cadeias industriais internas e acordos econômicos com países da Ásia, África e América Latina.
A disputa entre os dois países também envolve Taiwan, ponto central da política externa chinesa e área de tensão militar estimulada pela presença naval estadunidense no Indo-Pacífico e pelo fornecimento de armamentos de Washington para Taipé.
Antes da viagem de Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou a jornalistas que Moscou considera positiva uma relação de cooperação entre Pequim e Washington. Segundo Putin, a Rússia “só tem a ganhar com a cooperação construtiva entre Pequim e Washington”.











































