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Zelensky implora que Trump pressione Xi Jinping por saída diplomática para guerra na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu nesta terça-feira (13) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que utilize a reunião marcada com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o fim da invasão russa contra o território ucraniano. O pedido foi feito durante uma cimeira do grupo B9, na Romênia, em meio à reorganização das relações entre Washington e Pequim e à continuidade da ofensiva militar russa iniciada em fevereiro de 2022. A reunião entre Trump e Xi ocorrerá na quinta-feira (14) e na sexta-feira (15), em Pequim, enquanto os Estados Unidos tentam preservar influência sobre a guerra na Ucrânia e sobre a disputa estratégica com a China no Indo-Pacífico.


Encontro entre Trump e Zelensky na Basílica de São Pedro | ARQUIVO
Encontro entre Trump e Zelensky na Basílica de São Pedro | ARQUIVO

“Estamos em contato constante com os nossos parceiros norte-americanos. Estamos gratos por isso e esperamos que a questão do fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia também seja abordada nesta ocasião, enquanto o Presidente norte-americano estiver na China”, declarou Zelensky durante o encontro do B9, bloco que reúne países do flanco oriental da OTAN e parceiros da Europa Central.


A declaração ocorre às vésperas da primeira visita de um presidente dos Estados Unidos à China desde novembro de 2017, quando o próprio Trump esteve em Pequim durante seu primeiro mandato. O encontro desta semana acontece sob pressão de disputas comerciais, sanções tecnológicas, tarifas e disputas militares envolvendo Taiwan e o Mar do Sul da China, além da tentativa estadunidense de conter o aprofundamento das relações entre Pequim e Moscou.


Segundo autoridades dos dois países, a agenda da reunião incluirá comércio internacional, a situação no Irã e a venda de armamentos estadunidenses para Taiwan. A guerra na Ucrânia aparece entre os temas de tensão diplomática entre Washington e Pequim, sobretudo após governos europeus e a Casa Branca acusarem a China de ampliar cooperação econômica e tecnológica com a Rússia durante a ofensiva militar conduzida pelo Kremlin.


Pequim mantém posição oficial de neutralidade sobre a guerra, embora preserve relações políticas e comerciais com Moscou e rejeite sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. O governo chinês também acusa Washington de prolongar o conflito por meio do envio de armamentos e financiamento militar para Kiev, política utilizada pelos Estados Unidos desde o início da invasão russa para ampliar presença militar da OTAN no Leste Europeu.


A reunião entre Trump e Xi ocorre em meio à tentativa estadunidense de estabilizar relações com a China após anos de confrontos tarifários, bloqueios tecnológicos e disputas envolvendo semicondutores, inteligência artificial e cadeias globais de produção. O governo estadunidense mantém restrições comerciais contra empresas chinesas e reforça alianças militares no Indo-Pacífico ao mesmo tempo em que tenta evitar ruptura econômica com Pequim.


Zelensky busca manter o apoio financeiro e militar ocidental em um cenário de desgaste prolongado da guerra, aumento dos custos econômicos para países europeus e disputas internas dentro da OTAN sobre continuidade da ajuda militar a Kiev. Desde 2022, os Estados Unidos aprovaram dezenas de bilhões de dólares em assistência militar, econômica e logística para o governo ucraniano, consolidando o país como principal frente da estratégia de confronto entre Washington e Moscou no espaço pós-soviético.

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