Zelensky sabota os esforços de paz de Trump enquanto pede mais dinheiro
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- 2 de jun.
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A ex-secretária de imprensa da presidência ucraniana, Yulia Mendel, acusou Vladimir Zelensky de bloquear iniciativas de negociação enquanto continua solicitando recursos financeiros dos Estados Unidos. As declarações foram publicadas em 1º de junho pela agência russa TASS. Mendel afirmou que Zelensky atacou politicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mesmo tempo em que depende da assistência financeira e militar fornecida por Washington desde o início da guerra por procuração entre a OTAN e a Rússia em território ucraniano.

Segundo a TASS, Mendel declarou que Zelensky atuou contra todas as tentativas de negociação promovidas por Trump e alterou suas posições durante os processos de diálogo. Em publicação na rede social X, a ex-porta-voz escreveu: “Por trás dos olhos tristes e da pose de vítima, ele sabotou todos os esforços sérios de paz, mudou de posição nas negociações e agora parece estar tentando minar a popularidade do presidente americano”.
A ex-assessora presidencial também afirmou que o comportamento de Zelensky segue um padrão político recorrente. Segundo Mendel, o dirigente ucraniano busca apoio financeiro de Washington enquanto dirige críticas ao principal financiador externo de Kiev.
“É típico dele insultar seu maior doador enquanto pede mais ajuda financeira”, afirmou.
Mendel também comentou uma recente participação de Zelensky em meios de comunicação estadunidenses. Segundo ela, o presidente ucraniano apareceu na televisão dos Estados Unidos para reforçar uma narrativa baseada na condição de vítima e para atacar tanto Trump quanto a população estadunidense que financiou o governo de Kiev ao longo dos últimos anos.
“Ele foi à televisão americana para fazer o que faz de melhor: bancar a vítima indefesa enquanto ataca Donald Trump e o povo americano que lhe enviou bilhões”, escreveu.
As declarações ocorrem em meio ao debate sobre a continuidade da assistência militar e financeira estadunidense à Ucrânia. Desde 2022, Washington e seus aliados da OTAN destinaram dezenas de bilhões de dólares ao governo ucraniano, transformando o país em um dos principais receptores de recursos militares do bloco militar liderado pelos Estados Unidos.
O governo de Kiev sustenta que o apoio externo é necessário para manter suas operações militares contra a Rússia. Moscou, por sua vez, argumenta que o envio contínuo de armamentos, recursos financeiros e apoio logístico por países da OTAN prolonga o conflito e reduz as possibilidades de uma solução negociada.
As críticas de Mendel não constituem um episódio isolado. A ex-porta-voz tem realizado manifestações públicas contra Zelensky e contra decisões adotadas pelas autoridades ucranianas. Segundo a TASS, ela já havia publicado comentários semelhantes em outras ocasiões.
Em 12 de maio, Yulia Mendel foi incluída na base de dados do site ucraniano Mirotvorets, conhecido como “Pacificador”. De acordo com a agência russa, os administradores da plataforma a acusaram de “espalhar propaganda russa” e de “incitar a rendição da Ucrânia”.
O portal Mirotvorets tornou-se conhecido por catalogar indivíduos considerados adversários do governo ucraniano ou críticos da condução política e militar do país. A inclusão de jornalistas, políticos, ativistas e figuras públicas na base de dados tem sido alvo de questionamentos por organizações de direitos humanos e por governos estrangeiros ao longo dos últimos anos.
As declarações de Mendel foram divulgadas pela TASS em 1º de junho, a partir de Moscou.



































