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A Interdisciplinaridade e o Ensino de História: por que estudar o passado no mundo globalizado?

A pergunta "por que estudar História?" não tem uma resposta simples. E, talvez, seja justamente por isso que ela seja tão importante. Para muitos, o interesse pela História se limita ao fascínio pelo exótico – os "mistérios do Egito", as curiosidades sobre civilizações desaparecidas, os grandes feitos de heróis nacionais. Essa abordagem, embora popular, reduz a História a um mero celeiro de curiosidades ou a uma narrativa moralizante que enaltece determinados sujeitos em detrimento de outros.

No entanto, o verdadeiro potencial da História está em outro lugar. O interesse pela História deve surgir a partir de seu potencial para o questionamento do presente. Ela nos demonstra que muito do que tomamos como verdades absolutas e inquestionáveis é, na verdade, resultado de processos culturais e históricos. Ela nos permite refletir sobre de que maneira o passado é utilizado por grupos no presente com a finalidade de estabelecer vínculos que justifiquem a manutenção de um determinado status quo.

O interesse pela História deve surgir, portanto, da contribuição desta disciplina para o desenvolvimento de uma postura crítica por parte do aluno.

Como afirma o historiador Marc Bloch (2002), o homem vive na "função tempo". Compreender essa função é essencial para entender a si mesmo e ao mundo. A História não é apenas um registro do que foi, mas uma ferramenta para decifrar o que somos e o que podemos nos tornar.


Cuba
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Os desafios do ensino de História na contemporaneidade

As dificuldades para realizar esse projeto são inegáveis. Elas se relacionam, em primeiro lugar, ao próprio papel social da educação e aos significados que lhe são atribuídos.

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