Articulação bolsonarista nos EUA ameaça economia, Pix e soberania nacional
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O governo dos Estados Unidos anunciou a classificação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas globais a partir de 5 de junho de 2026. A medida foi associada a um pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. Autoridades econômicas e agentes do mercado passaram a discutir efeitos sobre sistemas financeiros, comércio e infraestrutura digital no Brasil.

O governo dos Estados Unidos anunciou a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas globais, com início de vigência em 5 de junho de 2026. A decisão foi comunicada após solicitação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante agenda em Washington.
O Ministério da Fazenda, por meio do ministro Dario Durigan, tratou do tema em entrevista à GloboNews. Durigan afirmou que a medida pode produzir interpretações sobre o uso do sistema de pagamentos Pix em operações financeiras associadas a grupos criminosos e citou a possibilidade de sanções secundárias contra instituições financeiras e empresas que utilizem a infraestrutura de pagamentos.
Segundo o ministro, há risco de que o sistema de transações instantâneas seja alvo de restrições externas caso autoridades estadunidenses associem o Pix a operações de facções criminosas. Ele declarou que o governo federal pretende manter o sistema como infraestrutura financeira sob controle nacional.
A decisão dos Estados Unidos foi incorporada a análises de instituições financeiras e consultorias econômicas no Brasil. Esses relatórios indicam impacto sobre estruturas de conformidade de bancos, empresas de comércio e sistemas de pagamentos, com possibilidade de revisão de contratos internacionais e de operações com instituições financeiras estrangeiras.
Dados do Movimento Brasil Competitivo indicam que o Pix gerou economia acumulada de R$ 106,7 bilhões até junho de 2025 em operações de empresas e consumidores. O sistema é utilizado em transações entre bancos, varejo e serviços digitais.
O economista Eusébio Sousa afirmou em entrevista ao Portal Vermelho que a medida cria efeito sobre fluxos de capital e sobre o custo de operação de instituições financeiras. Ele declarou que a inclusão de facções na lista de terrorismo pode levar instituições estrangeiras a revisar relações com bancos brasileiros por risco de sanções secundárias.
Segundo Sousa, esse tipo de medida pode afetar taxa de juros e saída de capital estrangeiro. Ele relacionou o processo a aumento do Risco Brasil e à necessidade de elevação de juros para retenção de capital externo.
As instituições financeiras Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander foram citadas em análises como parte de uma cadeia que pode sofrer aumento de custos de monitoramento e conformidade. O sistema de pagamentos instantâneos também foi citado como dependente de integração entre instituições nacionais e estrangeiras.
O economista afirmou que o sistema Pix depende de integração com instituições financeiras externas para operações internacionais e que restrições podem afetar essa estrutura.
A medida dos Estados Unidos foi associada a efeitos sobre setores econômicos como agronegócio, varejo, fintechs e exportação. O texto aponta que cadeias produtivas com operações internacionais podem sofrer restrições de crédito e de acesso a sistemas financeiros globais.
O economista também afirmou que sanções secundárias podem atingir empresas que integrem cadeias produtivas associadas a operações ilícitas, com impacto sobre setores como frigoríficos, combustíveis e comércio eletrônico.
Em análise sobre efeitos políticos e econômicos, Eusébio Sousa mencionou que decisões de classificação antiterrorista dos Estados Unidos já foram usadas em outros contextos para justificar medidas externas sobre países da América Latina. Ele citou a Venezuela como exemplo de aplicação de instrumentos financeiros e legais por parte de autoridades estadunidenses.
O economista afirmou que a medida pode gerar efeitos sobre soberania financeira e controle de ativos, com referência a mecanismos de bloqueio e restrição de operações internacionais.
O texto também registra que a medida foi interpretada por setores econômicos como fator de revisão de contratos internacionais e de operações de crédito, com possível impacto sobre exportações e fluxo de investimentos.
As discussões sobre a decisão dos Estados Unidos seguem em análise no governo brasileiro, com foco em efeitos sobre sistemas financeiros, comércio exterior e infraestrutura de pagamentos digitais.



































